Zhen Jiu – Tratado Sobre as Três Regiões e as Nove Subdivisões

Zhen Jiu – Tratado Sobre as Três Regiões e as Nove Subdivisões

Tratado Sobre as Três Regiões e as Nove Subdivisões

O Imperador Amarelo disse:

– A respeito das nove agulhas da acupuntura, deduzi das palavras do grande mestre que muitos médicos de grande saber não conseguem vencer o destino. Gostaria de conhecer os requisitos necessários para o procedimento correto, a fim de coligir esse conhecimento e poder transmití-lo aos meus filhos e netos e torná-lo assim conhecido da posteridade. Desejo falar dos ossos e da medula, das vísceras, do fígado e dos pulmões.

Sujarei a boca de sangue e jurarei que não ousaria receber tal informação se pretendesse utilizá-la estouvadamente ou negligenciá-la.

Rogo-lhe que ponha em harmonia, para mim, Natureza, Céu e Tao. Deve haver um fim e um princípio, o Céu deve estar de acordo com as luzes do Céu, os corpos celestes e os seus trajetos e períodos. A Terra, em baixo, deve refletir as quatro estações, os cinco elementos, o que é preciso e o que é vil e sem valor – tanto uns como os outros. Não é verdade que no Inverno o homem reage ao Yin, o principio das trevas e do frio? E não é igualmente verdade que no Verão reage ao Yang, o princípio da luz e do calor? Informe-me do funcionamento de tais coisas.

Ch’i Po respondeu:

-Sutil pergunte, por minha fé! Exige que se decifre a Natureza até o máximo grau.

O imperador respondeu:

– Gostaria de ser informado acerca da Natureza até ao máximo grau, incluindo informação a respeito do homem e da sua física, do seu sangue, do seu sopro de vida, da sua circulação e da sua dissolução. E gostaria também de saber o que causa a sua morte e a sua vida e o que podemos fazer relativamente a tudo isso.

– De acordo com os acheter du cialis en ligne cálculos definitivos, a Natureza começa como uma e termina como nove.

O primeiro é o Céu, a segunda é a Terra e o terceiro é o Homem. Isto são três. Três vezes três são nove e correspondem às nove regiões selvagens da Terra.

Assim, o homem é composto de três partes e cada parte tem três subdivisões que decidem da vida e da morte. Servem para regular as cem doenças e misturar o que é oco e sólido, o que é abstrato e concreto, e assim combatem influências nocivas e doenças.

O imperador perguntou:

– Como pode explicar essas três regiões?

Ch’i Po respondeu:

– Há uma região inferior, há uma região média e há uma região superior. Cada uma destas regiões tem três subdivisões, e dentro destas subdivisões contem-se alguns elementos do Céu, alguns elementos da Terra e alguns elementos do Homem. Deve-se salientar e ensinar isto, a fim de se alcançar a verdade.

As regiões superiores que contém os elementos do Céu são as artérias de ambos os lados da fronte.

As regiões superiores que contém os elemtnos da Terra são as artérias existentes no interior de ambas as faces.

As regiões superiores que contém os elementos do Homem são as artérias defronte das orelhas.

A região média que contém elementos do Céu é a região do Yin Maior, dentro das mãos.

A região média que contém os elementos da Terra é a região da “Luz Solar” dentro das mãos.

A região média que contém os elementos do Homem é a região do Yin Menor dentro das mãos.

A região inferior quem contém os elementos do Céu é a região do Yin Absoluto dentro dos pés.

A região inferior que contém os elementos da Terra é a região do Yin Menor dentro dos pés.

A região inferior que contém os elementos do Homem é a região do Yin Maior dentro dos pés.

Assim, o elemento do Céu existente dentro da região infrior tem de se encarregar do fígado; o elemento da Terra existente dentro da região inferior tem de se encarregar dos rins, e o elemento do Homem existente dentro da região inferior tem de se encarregar da força vital do baço e do estômago.

O imperador perguntou:

– E as regiões médias, de que tem de se encarregar?

Ch’i Po respondeu:

– As regiões médias também contém Céu, também contém Terra e também contém Homem. O elemento do Céu encarrega-se da respiração dentro do peito e o elemento do Homem encarrega-se do coração.

O imperador perguntou:

– E as regiões superiores, de que tem de se encarregar?

Ch’i Po respondeu:

– Também contém Céu, Terra e Homem. O elemento Céu encarrega-se dos cantos (têmporas) da cabeça e da fronte; o elemento Terra encarrega-se dos cantos da boca e dos dentes, e o elemento Homem encarrega-se dos cantos das orelhas e dos olhos.

Cada uma destas três regiões contém um elemento do Céu, um elemento da Terra e um elemento do Homem. São necessários os três elementos para tornarem o Céu perfeito, são necessários os três elementos para tornarem a Terra perfeita e são necessários os três elementos para tornarem o Homem perfeito. O total destas três vezes são nove, e este número nove pode ser classificado como as nove regiões selvagens da Terra, e estas nove regiões selvagens podem ser igualadas aos nove recursos existentes dentro do corpo.

Há cinco recursos espirituais e quatro recursos físicos, que juntos perfazem nove recursos.

Quando as cinco vísceras cessam de funcionar, deterioram-se, a sua cor e o seu aspecto tem tendências para o declínio e a morte sobrevém, necessariamente.

O imperador perguntou:

– Qual a função das subdivisões?

Ch’i Po respondeu:

– Primeiro devemos medir as partes do corpo que são gords e as que são magras, devemos ajustar a sua força, assim como o que é sólido e o que é oco. As partes sólidas devem ser drenadas, enquanto as ocas devem ser suplementadas.

Primeiro devemos drenar sangue das artérias a fim de harmonizar, e depois pode-se supor, sem ulterior exame da doença, que a saúde é de esperar.

O imperador indagou:

– O que é que determina a vida e a morte?

Ch’i Po respondeu:

– Quando o corpo está vigoroso, mas os pulsos são finos e delicados e há pouca força vital, não se encontra em condições de resistir ao perigo.

Quando o corpo está magro e emaciado, mas os pulmões são grandes e há demasiada respiração dentro do peito, haverá morte.

Quando as várias forças do corpo trabalham em harmonia mútua, haverá vida; quando se associam umas às outras, mas não se misturam, haverá doença.

Quando as três regiões e as nove subdivisões erram mutuamente umas contra as outras, o resultado será a morte.

Quando os pulsos superior e inferior e direito e esquerdo reagem uns aos outros, como se tivessem reunido para moer cereal, haverá uma grande doença.

Quando os pulsos superior e inferior e direito e esquerdo erram uns mutuamente uns contra os outros, não se podem avaliar e a morte sobrevirá.

Quando as subdivisões da região média atuam de modo a reduzirem-se mutuamente, sobrevirá a morte; e quando o olho se afunda dentro da órbita seguir-se-á a morte.

O imperador perguntou:

– Como se pode saber onde a doença está localizada?

Ch’i Po respondeu:

– Investigam-se as nove subdivisões separadamente e examninam-se separadamente as doenças insignificantes e as doenças graves, as indisposições fortes e as demoradas e penentrantes, as doenças que causam febres e as que causam arrepios, e as que são acompanhadas por quedas.

Toma-se o pulso da mão esquerda e do pé esquerdo e depois sobe-se até o tornozelo e coloca-se a mão cerca de 12,5 cm acima dele; toma-se o pulso da mão direita e coloca-se a mão no tornozelo e comprime-se. Quando a resposta dos pulsos continua a sentir-se depois de se subirem mais de 12,5 cm, e quando a pulsação lembra um verme a debater-se, não há nenhuma doença.

Quando os pulsos registram uma perturbaçao e soam caóticos e túrbidos dentro das mãos, então há doença. E também há doença quando os pulsos dentro das mãos são lentos e compassados.

Quando os pulsos registram que não conseguem alcançar 12,5 cm ascendentemente e, depois de comprimidos, não registram nada, isso significa morte. Consequentemente, quando o paciente perde carne o seu corpo deixa de poder andar e ele está condenado a morrer.

Quando as meanações da região média se interrompem ou aceleram subitamente, o resultado é a morte.

Quando as pulsações são irregulares e como um martelo, a doença está localizada dentro dos vasos sanguineos.

As nove subdivisões devem reagir umas às outras. As superiores e as inferiores devem funcionar como se fossem uma; não devem falhar umas às outras.

Quando uma subdivisão está atrasada, segue-se a doença; quando duas subdivisões se deixam ficar para trás, a doença que se segue é grrave; quando três subdivisões se atrasam, a doença que se segue é perigosa. O chamado “estar atrasada” ou “ficar para trás” significa que nem todas as subdivisões atuam como deveriam.

Pelo exame dos intestinos e das vísceras do homem pode-se vir a saber a duração da sua vida e a data da sua morte. Primeiro deve-se conhecer o sistema vascular, para se saber quais as doenças que podem atacar os vasos. Mantendo os pulsos das vísceras sob observação, é possível vencer a morte.

Os pés estão dentro da região do Yang Maior. Quando as emanações se interrompem dentro do pé, o paciente não se pode dobrar, perde a flexibilidade e acaba por morrer, deve usar qulquer coisa por cima dos olhos.

O imperador disse:

– No Inverno é o Yin, o princípio feminino das trevas e da morte; no Verão é o Yang, o princípio masculino da luz e da vida. Que se pode dizer acerca das suas funções?

Ch’i Po repondeu:

– Todos os pulsos das nove subdivisões que batem profunda e finamente e que são suspensos e interrompidos, tem origem no Yin, o princípio das trevas, que domina o Inverno. Por isso, ha uma quantidade de doenças que ocorrem à meia noite.

Todas as pulsações aundantes, apressadas, ofegantes e aceleradas são causadas pelo Yang, o princípio da luz, que domina o Verão. Por isso, há uma quantidade de mortes que ocorrem ao meio dia.

Por estas razões, as doenças resultantes do calor e do frio acabam por terminar com a morte ao nascer do dia ou de manhãzinha cedo. Os que ardem por dentro em consequência de uma doença causada pelo calor encontram a morte ao meio dia. Os que padecem de uma doença causada pelo vento morrem ao crepúsculo. Os que padecem de uma doença causada por água encontram a morte à meia noite. Aqueles cujas pulsações são subitamente interrompidas, ou subitamente aceleradas, ou subitamente retardadas, encontram a morte em qualquer das quatro estações à hora em que o Sol nasce.

Quando o corpo e a carne estão exaustos e definhados, verifica-se a morte, embora as nove subdivisões ainda funcionam harmoniosamente.

Quando após sete exames se torna evidente que as nove divisões estão todas de harmonia entre si, não haverá orte. Aqueles de quem se diz que não morrerão em breve sofrem de uma doença causada por influências externas e pelos mênstruos, similar às doenças que requerem sete exames, mas não totalmente igual; e, por isso, o paciente não morrerá, tal qual como se tivesse a doença que requer os sete exames. Mas quando os pulsos e as subdivisões ficam afetados e arruinados, então o paciente morrerá. Nestas condições, terá vômitos e arrotos e dever-se-á examinar e investigar o início da doença e o seu estado e a sua localização presentes.

Então auscultam-se todos os pulsos quanto à sua insistência e conformidade e examinam-se as artérias e os vasos luo quanto à sua superficialidade e profundidade. As partes superior e inferior do corpo são eximidas quanto à sua desordem e ordem. Quando o pulso está em ordem, a doença não é grave, mas quando o pulso é indolente, então há doença grave. Quando as pulsações não alternam nas suas vindas e idas, ocorre a morte. Qundo a doença se torna evidente pelo aspecto da pele, sobrevém a morte.

O imperador perguntou:

– Como se pode tratar e obter uma cura?

Ch’i Po respondeu:

– Nas doenças das artérias tratam-se as artérias. Nas doenças dos capilares e das veias, tratam-se os capilares, as veias e o sangue, fura-se e remove-se. Nas doenças do sangue, o corpo deve movimentar-se e tratam-se as artérias e veias. Quando a doença se situa dentro da substância misteriosa e estranha, os vasos que abrigam o misterioso e o estranho devem ser estrangulados e furados. Quando o paciente se atrasa por não poder mexer os membros e estar magro, deve ser tratado pela acupuntura.

Quando os pulsos que indicam o estado da parte superior do corpo estão sólidos e cheios e os da parte inferior estão vazios e ocos, há uma desarmonia na conformidade do corpo; deve-se procurar uma coagulação dentro das veias, para que o sangue possa entrar e a circulação torne-se aparente.

A pupila dos olhos é o maior tesouro do homem. Quando o Yang Maior é insuficiente, o homem deve usar qualquer coisa por cima dos olhos. O fim do sol ou a sua súbita interrupção influenciam a decisão.

Assim, os requisitos da vida e da morte não podem permanecer ocultos. Dos dedos para as costas das mãos e do tornozelo para cima deve-se inserir a agulha.

Tratado Sobre Como Distinguir o Sistema Vascular – Zhen Jiu

Tratado Sobre Como Distinguir o Sistema Vascular – Zhen Jiu

Tratado Sobre Como Distinguir o Sistema Vascular

O imperador amarelo perguntou:

– O lugar de residência do homem, o seu movimento e repouso, a sua coragem e covardia, não causam também mudança no sistema vascular?
Ch´i Po respondeu:

– Sim, em geral o medo e a apreensão do homem, a sua cólera e o seu sofrimento, o seu movimento e o seu repouso, tudo isso causa mudanças.
Aqueles que andam a pé de noite tem dificuldades na respiração imanentes dos rins. Aqueles cujo comportamento é dissoluto e licencioso arranjam uma doença pulmonar. Aqueles que são indolentes e cheios de apreensões e de medo tem dificuldades respiratórias imanentes dos pulmões. Aqueles cujo comportamento é licencioso e caracterizado por excessos prejudicam o baço. Aqueles que tem medo e apreensões padecem de dificuldades respiratórias imanentes dos pulmões. Aqueles cujo comportamento é imoral e dissoluto prejudicam o coração.

Deve-se medir o grau de umidade que faz os homens escorregar e cair prostrados e causa dificuldades respiratórias imanentes dos rins e dos ossos. Ao mesmo tempo, os que procedem valente e corajosamente vencem a doença, enquanto os medrosos e covardes caem doentes.
Por isso se diz: A fim de se examinar o trajeto de uma doença, deve-se investigar se o homem é corajoso ou nervoso e covarde, e devem examinar-se também os seus ossos, carne e pele; assim se ficam a conhecer cialis 20mg prix en pharmacie os fatos do caso necessários para os métodos de tratamento.

Depois de se comer e beber muito, o estômago produz transpiração. Quando o homem se impressiona e assusta, violenta o espírito e a vitalidade e o coração produz transpiração. Quando o homem percorre uma longa distância com uma grande carga, os rins produzem transpiração. Quando, ao andar apressadamente, o homem está apreensivo e cheio de medo, o fígado produz suor. Quando o corpo é abalado por um trabalho pesado, o baço produz transpiração.
Assim, na Primavera e no Outono, no Inverno e no Verão, durante as quatro estações e os períodos de Yin e Yang, surgem doenças resultantes de procedimentos errados e de transgressões que se tornam um hábito.

Os alimentos entram no estômago, a sua essência é distribuída ao fígado e a sua força vital flui para os músculos.
Os alimentos entram no estômago, os seus gases pútridos sobem para o coração e a sua essência transborda pra o pulso.
A força do pulso flui para as artérias e a força das artérias ascende para os pulmões; os pulmões enviam-na para todos os pulsos, que depois transportam a sua essência para a pele e para o cabelo do corpo. O sistema vascular une-se todo com as secreções e transmite a força da vida a um armazém, que acumula a energia, a vitalidade e a inteligência. Estas são em seguida transmitidas para as quatro partes do corpo e as forças vitais das vísceras são restituídas à sua ordem.
A saúde significa restituição à ordem; a expressão geral e a perfeição do pulso “polegada” serve para decidir sobre a vida e a morte.
A bebida entra no estômago, flui e transborda nas secreções e a sua essência sobe e introduz-se no baço. Este distribui as suas secreções, que sobem e entram nos pulmões e circulam através deles. Depois a natureza geral do líquido fá-lo descer e introduzir-se na bexiga.

As secreções líquidas alastram em quatro direções e unem-se nas cinco passagens (artérias). Isto está de conformidade com o sistema das quatro estações e das cinco vísceras e com o esquema do Yin e do Yang, que são considerados constantes e imutáveis.

Quando as vísceras que são influenciadas apenas pelo Yang Maior alcançam o ponto máximo, há soluços e respiração difícil. A exalação será insubstancial e desordenada e haverá uma insuficiência de Yin e um excesso de Yang. Os órgãos apropriados, no exterior e no interior, expeli-lo-ão e tirá-lo-ão do corpo.
Quando as vísceras que são influenciadas apenas pela “Luz Solar” alcançam o ponto máximo, há uma superabundância do elemento do Yang. Nesse caso, deve-se tentar expelir parte desse elemento do Yang e complementar o Yin.

Quando as vísceras que são influenciadas apenas pelo Yang Menor alcançaram o máximo, há convulsões; o paciente atira os pés para a frente e morre subitamente, em consequência do que é segregado em baixo. Quando as vísceras que são influenciadas apenas pelo Yang Menor alcançam o máximo, isso significa que o referido elemento do Yang cometeu graves transgressões.

Quando as vísceras que são influenciadas apenas pelo Yin Maior atacam, deve-se prestar ao fato a máxima atenção. Quando a força dos cinco pulsos das vísceras é reduzida e a força do estômago não está equilibrada, isso deve-se ao terceiro elemento do Yin. Um tratamento aconselhado é induzir secreções em baixo, isto é, suplementar o Yang e drenar o Yin.

Quando só um elemento de Yang influencia as vísceras, há um som sibilante parecido com soluços, produzido pelo Yang Menor. O Yang também se debate com as partes superiores do corpo e os quatro pulsos e tenta dominar, depois do que a força vital reverte para os rins. Constitui, então, tratamento adequado drenar as artérias, e as veias (vasos luo) que são influenciadas pelo Yang e suplementar as influenciadas pelo Yin.

O que há a fazer em relação ao primeiro elemento de Yin é tratar o Yin Absoluto. Quando as vísceras verdadeiras estão ocas e insubstanciais, o coração padece de dores musculares, a circulação torna-se estagnada e densa e produz-se transpiração branca. A fim de curar a perturbação, deve-se provocar uma drenagem na parte inferior do corpo e misturar a comida com os remédios.

O imperador perguntou:

– Que aspecto tem as vísceras que são influenciadas pelo Yang maior?

Ch´i Po respondeu:

– Assemelham-se ao terceiro elemento do Yang e são dadas a excesso e abundância.

O imperador perguntou:

– E que aspectos tem as vísceras influenciadas pelo Yang Menor?

Ch´i Po respondeu:

– Assemelham-se ao primeiro elemento do Yang. As vísceras que pertencem ao primeiro elemento do Yang são macias e escorregadias e não cheias e sólidas.
O imperador perguntou:

– E que aspecto tem as vísceras influenciadas pela “Luz Solar”?

Ch´i Po respondeu:

– Tem o aspecto de abundância e superficialidade. Quando as vísceras influenciadas pelo Yin Maior são atacadas, isso significa que existem inchaços escondidos; quando as influenciadas pelo segundo elemento do Yin são atingidas, então os rins deterioram-se e deixam de ser leves e flutuantes.

Zhen Jiu – Por Alessandro Zambotti

Zhen Jiu – Por Alessandro Zambotti

Tratado Sobre o Precioso Mecanismo das Vísceras

O Imperador Amarelo perguntou:

– Na primavera, o pulso é como as cordas de um alaúde. Porquê?

Ch’i Po respondeu:

– O pulso da Primavera é o do fígado e a madeira é o elemento do Leste. A Primavera é o tempo em que começa a criação de todos os seres vivos e, por isso, a exalação destes ainda flui suave e debilmente e o seu pulso é lento e escorregadio, mas mantem-se levantados e direitos e encontram-se no processo de crescimento, o que nos leva a compará-los às cordas de um alaúde. Quando o seu estado é o oposto, estão doentes.

O imperador perguntou:

– Como se pode verificar o oposto desse estado?

Ch’i Po respondeu:

– Se a sua exalação se move profunda e fortemente, pode-se considerar tal excessivo e para além dos limites convenientes; é então natural que surja uma doença no exterior. Mas se a exalação não é profunda e, sim, delicada, pode-se dizer que é inadequada e que a doença atingiu o interior do corpo.

O imperador perguntou:

– Que acontece quando se verifica um excesso de ação do pulso da Primavera? A doença ataca todo o sistema?

Ch’i Po respondeu:

– O excesso leva o homem a esquecer o que é conveniente e bom e a tornar-se descuidado. O descuido estonteia-o de tal modo que ele caminha como se os seus olhos estivessem fechados e torna-se presa da demência. E mesmo que tal não aconteça, terá dores no tórax, que lhe vergarão as costas para baixo e afetarão ambos os flancos e as axilas.

O imperador perguntou:

– No Verão o pulso não devia ser como um martelo? Ou pode soar de modo diferente de um martelo?

Ch’i Po respondeu:

– No Verão o pulso é o do coração e o fogo é o elemento do Sul. Todas as coisas da Criação florescem e crescem e, por isso, a exalação de todas as criaturas vivas é abundante à chegada e diminui à partida, e assim se diz que é como um martelo. Quando o seu estado é o oposto, estão doentes.

O imperador quis saber:

– Como se pode verificar o oposto desse estado?

Ch’i Po respondeu:

– Se a sua exalação chega abundantemente e parte com igual abundância, pode-se considerar tal excessivo e para além dos limites convenientes, e a doença surge no exterior. Mas se a sua exalação não chega abundantemente e parte no estado oposto, então pode-se dizer que é insuficiente e que a doença chegou ao interior do corpo.

O imperador perguntou:

– Que acontece quando há um excesso de atividade do pulso no Verão? A doença afetará todo o sistema?

Ch’i Po respondeu:

– O excesso faz com que o corpo do homem fique quente e a sua pele e a sua carne doam; o seu corpo ficará gradualmente inundado e incapaz de viver, ele terá perturbações no coração, em cima aparecerão a tosse e a expectoração e em baixo a exalação da vida derramar-se-á.

O imperador perguntou:

– Não é natural o pulso ser superficial e fluido no Outono, leve como um pedaço de madeira a flutuar na água? Ou pode ser outra coisa além de superficial?

Ch’i Po respondeu:

– O pulso do Outono é o dos pulmões e o metal é o elemento do Oeste. Todas as coisas da criação se aproximam da colheita, da perfeição e da maturidade. Portanto, a exalação flui de modo leve e o pulso é lento e superficial. Como a exalação chega rapidamente e se dispersa ao partir, pode-se dizer que é superficial. Se o estado é o oposto, pode-se dizer que há doença.

O imperador disse:

– Como se pode verificar o oposto deste estado?

Ch’i Po respondeu:

Se a exalação chega violentamente e o coração bate vigorosamente, enquanto estão ambos dependentes de um pulso lento, pode-se considerar tal excessivo e a doença surge no exterior. Mas se a exalação chega violentamente e, não obstante, é débil, isso significa que é inadequada e que a doença chegou ao interior do corpo.

O imperador perguntou:

– Que acontece quando há um excesso de atividade do pulso no Outono? A doença afetará então todo o sistema?

Ch’i Po respondeu:

– O excesso provoca perturbações ao homem enquanto respira e, consequentemente, as costas doem-lhe muito; terá dores e febres que não o deixarão viver. Será obrigado a arquejar enquanto inalar e exalar, e em virtude da força da sua respiração se reduzir tossirá. Verificar-se-á que, em cima, segrega sangue com a respiração e, em baixo, notar-se-ão os sons característicos da doença.

O imperador perguntou:

– No Inverno o pulso não deverá ser muito regular? Ou poderá ser de outro modo?

Ch’i Po respondeu:

– O pulso do inverno é o dos rins e a água é o elemento do Norte. Todas as coisas da Criação vivem fechadas e as colheitas estão armazenadas. Por isso, a respiração vem muito do interior e chega fortemente, e portanto diz-se que está muito irregular. Quando o estado é o oposto, o homem está doente.

O imperador perguntou:

– Como se pode verificar o oposto desse estado?

Ch’i Po respondeu:

– Se a exalação chega como o estalar dos dedos sobre pedra, pode-se chamar a isso excesso e a doença surge no exterior. Mas se a exalação chega muito frequentemente, então é inadequada e significa que a doença atingiu o interior do corpo.

O imperador perguntou:

– Que acontece quando se verifica um excesso da atividade do pulso no Inverno? A doença afeta todo o sistema?

Ch’i Po respondeu:

– O excesso leva o homem a descontrair a espinha e a ação do pulso e terá dores. Como a sua capacidade respiratória fica reduzida, não lhe apetece falar e isso torna-se inapto para viver, causa-lhe uma incerteza angustiosa que é semelhante a uma doença. Há carências e fome no interior das suas costelas, jejum na sua espinha e dores no seu intestino delgado, e embora esteja cheio pouco se transforma em urina.

O imperador comentou:

– Estas explicações são aceitáveis.

E prosseguiu:

– A obediência ou desobediência à ordem das quatro estações provoca mudança ou calamidade. No entanto, como se pode regular o pulso do baço se ele atua independentemente dos outros?

Ch’i Po respondeu:

– O pulso do baço está relacionado com o elemento da Terra. O baço é um órgão solitário, mas pode irrigar os outros quatro que estão próximos.

O imperador perguntou:

– Mas como se pode perceber se o baço está em excelente ou em mau estado?

Ch’i Po respondeu:

– Quando o baço está em excelente estado, não há nada que se possa perceber, mas quando está em mau estado vê-se facilmente.

O imperador perguntou:

– Como se pode ver que está em mau estado?

Ch’i Po respondeu:

– Em mau estado, o pulso do baço bate como o correr instável de água e pode ser descrito como excessivo; a doença atingiu o exterior do corpo. Quando soa como o picar do bico de uma ave, é insuficiente e a doença penetrou no interior do corpo.

O imperador disse:

– O mestre descreveu o baço como um órgão que funciona solitariamente, está localizado no centro como a Terra e irriga os quatro órgãos situados perto. Quando o baço trabalha excessivamente, não está em condições. Nesse caso, os órgãos serão todos afetados pela doença?

Ch’i Po respondeu:

– O excesso torna o homem incapaz de levantar os quatro membros, incapacidade que faz com os nove orifícios do seu corpo deixem de comunicar uns com os outros. Pode-se então dizer que o impulso das vísceras se tornou ou pesado ou violento.

O imperador pareceu assustado, levantou-se, reverenciou repetidamente e inclinou-se para o chão. Depois disse:

– É excelente que eu saiba agora o essencial acerca do pulso, o destino final de tudo quanto o Céu cobre, o que se relaciona com as cinco cores e que as mudanças que o pulso é suscetível de sofrer podem ser calculadas e prefiguradas. É estranho e maravilhoso que o Tao, o Caminho Certo, esteja em cada um deles e os reúna numa entidade.

Quando as forças espirituais são ultrapassadas e transmitidas deixam de poder voltar para trás; e quando voltam para trás não podem ser transmitidas e as suas faculdades impulsionadoras perdem-se para o Universo. A fim de cumprir o destino, o homem deve ultrapassar o que está perto e considerá-lo insignificante. Dever-se-ia tornar público, em tabuinhas de jade, o que tem estado escondido e oculto em tesouros e arrecadações, estudá-lo do nascer do dia até à noite e, assim, torna conhecido o precioso mecanismo do Universo.

As cinco vísceras recebem o impacto da força vivificadora daqueles que as geram e passam-na àqueles que subjugam. Conferem a sua força vital àqueles que criam, mas levam a morte àqueles que não sabem vencer as suas doenças. Além disso, naturalmente, a morte prefere chamar aqueles que chegaram a um estado em que não podem vencer as suas doenças e tem, portanto, de morrer. Isto significa que viver em oposição à exalação da vida redunda na morte.

Quando o fígado recebe a força vivificadora do coração, transmite-a ao baço, de onde é passada aos rins; aí atinge o apogeu e, por isso, encontra a morte quando chega aos pulmões.

Quando o coração recebe a força vivificadora do baço, transmite-a aos pulmões, de onde é passada ao fígado; atinge aí o apogeu e, por isso, encontra a morte quando chega aos rins.

Quando o baço recebe a força vivificadora dos pulmões, transmite-a aos rins, de onde passa para o coração; atinge aí o apogeu e, por isso, encontra a morte quando chega ao fígado.

Quando os pulmões recebem a força vivificadora dos rins, transmitem-na ao fígado, de onde passa para o baço; atinge aí o seu apogeu e, por isso, encontra a morte quando atinge o coração.

Quando os rins recebem a força vivificadora do fígado, transmitem-na ao coração, de onde passa para os pulmões; atinge aí o apogeu e, por isso, encontra a morte quando chega ao baço.

Tudo isso é morte resultante de procedimento anormal. Depois de observar um dia e uma noite e as suas cinco divisões, pode-se prever a morte e a vida e se a morte atacará cedo ou se a vida será longa.

O imperador prosseguiu:

– As cinco vísceras estão em comunicação uma com a outra e influenciam-se umas às outras, e cada uma das cinco vísceras tem uma que lhe é secundária. Quando as cinco vísceras estão doentes, cada qual passa a doença à que lhe é inferior. Quando se desconhece o método de tratamento e cura, então então três são como seis meses, ou como três dias e seis dias; a doença se alastra pelas cinco vísceras e sobrevém a morte, pois está conforme com a Natureza que a doença seja transferida às vísceras inferiores e que se seguem na ordem. Por isso se diz que se deve distinguir entre as tr6es regiões do Yang e ter consciência das suas doenças desde o princípio. E também se deve distinguir entre as três regiões do Yin, a fim de se saberem as datas da vida e da morte. Isto equivale a dizer que se pode saber o limite da fadiga das vísceras e da sua morte consequente.

Os ventos maléficos contribuem para o desenvolvimento de uma centena de doenças. Quando o vento presente é frio e atinge o homem, faz com que os cabelos do seu corpo se ponham em pé e com que a sua pele se arrepie, e o homem fica quente e febril. Nesse momento pode transpirar e, assim, expelir as más influências que tem dentro de si. Mas também é possível que a dormência provoque inchaços e dores. Nessa altura podem-se aplicar líquidos quentes e ferros quentes e, finalmente, recorrer ao fogo, que se utiliza na moxa para cauterização, e provocar assim o desaparecimento dos ventos maléficos.

Se não se trata esta doença ela entra no corpo e instala-se nos pulmões, sendo estão o seu nome dormência dos pulmões, e é caracterizada por uma tosse do trato respiratório superior. Se não se trata dos pulmões, a doença alastra mais e afeta o fígado, originando uma doença chamada dormência do fígado. Este nome indica que também haverá dores no interior dos flancos, quando se ingere comida. Se, ao mesmo tempo, se verificar que o ouvido está irritado e não se tratar dele, o fígado passará a doença ao baço. O nome da doença resultante significa que as más influências do baço originam uma sensação de fome, mesmo depois de se ter comido, e de fadiga, além de uma sensação de ardor no estômago e de irritação do coração; e a pele amarelece.

Nessa altura, pode-se conter a doença, podem-se administrar remédios e aplicar banhos. Mas se tais tratamentos não curam, o baço transmite a doença aos rins. O nome da doença resultante disso é hérnia dos intestinos. A vítima é o intestino delgado. Este torna-se febril e dolorido e aparecem secreções brancas. O nome desta doença também indica hidropsia.

É possível nessa altura conter a doença e administrar remédios. Mas se tais tratamentos não curam, os rins transmitem a doença ao coração. Os músculos e as artérias desunem-se e desenvolve-se uma doença aguda a que se chama “convulsões”. Se nesta altura nem a cauterização pela moxa nem a aplicação de remédios permitem a cura, então mesmo depois de tratamento conveniente durante dez dias inteiros a morte sobrevém.

É que, depois de os rins terem infectado o coração, este trata logo de transmitir a doença aos pulmões, onde se torna manifesta por arrepios e febres; e a morte sobrevém ao fim de tr6es anos. É assim que as doenças atacam os órgãos vizinhos uns dos outros. Mas o fato de certas doenças terminarem subitamente depois de se terem propagado, não significa por força que tenham sido tratadas. É possível que, depois de alastrarem e sofrerem modificações, já não houvesse mais órgãos secundários em que penetrar, as cinco emoções – desgosto, compaixão, medo, alegria e cólera – não se podem transformar nas que lhes são secundárias e fazem, assim, com que o homem adoeça gravemente.

Assim, a alegria, quando se sente, cria um grande vácuo e a força dos rins pode ascender. A emoção da cólera surge da repleção dos pulmões. A emoção do medo liberta os impulsos do baço. A preocupação liberta os impulsos do coração.

São estas as peculiaridades das emoções e, assim, a doença tem cinco vezes cinco – vinte e cinco – possíveis transformações até poder ser transmitida e se modificar de novo. Propagar uma doença significa libertá-la, multiplicá-la ou fazer com que tome a preponderância.

Quando o homem envelhece, os seus ossos tornam-se secos e quebradiços como palha e a sua carne perde a firmeza. Dentro do seu tórax há muito ar, que origina arquejamento e respiração difícil. Quando ele não pode aliviar-se, libertar-se dos seus vapores e fazer funcionar os intestinos, morre num período de seis meses. Mas se tal se torna evidente pelo pulso dos pulmões, o período de vida é apenas de um dia.

Quando o homem envelhece, os seus ossos tornam-se secos e quebradiços como palha, a sua carne perde a firmeza e há muito gás dentro do seu tórax, o que origina arquejamento e respiração difícil. Quando ele não pode aliviar-se, tem dores dentro do corpo e o cimo dos ombros e a nuca se lhe contraem, quando o seu corpo arde em febre e os seus ossos se descarnam, o seu estado torna-se visível pelo pulso do baço e a morte ataca a firmeza e há muito ar dentro do seu tórax e dores no interior do corpo num período de dez meses.

Quando o homem envelhece, os seus ossos tornam-se secos e quebradiços como palha, a sua carne perde a firmeza, a medula do interior dos ossos desintegra-se e os seus movimentos deterioram-se de modo crescente; quando, então, o pulso dos rins está prestes a tornar-se notado, a morte ataca num período de um ano; mas se o pulso dos rins já se tornou notado, a vida que resta é de apenas um dia.

Quando o homem envelhece, os seus ossos tornam-se secos e quebradiços como palha, a sua carne perde a firmeza e há muito ar dentro do seu tórax e dores no interior do seu estômago; tem uma sensação desconfortável dentro do seu coração; tem uma sensação desconfortável dentro do coração, a nuca e o cimo dos ombros estão contraídos, o corpo arde em febre, os ossos descarnam-se e os olhos tornam-se protuberantes e de carne pendente. Quando, então, o pulso do fígado se pode ver, a morte ataca. O limite da vida do homem pode prever-se quando ele já não consegue vencer as suas doenças; a altura da sua morte chegou.

A aceleração e o vazio ocorrem depressa dentro do corpo. O trabalho das cinco vísceras interrompe-se; os pulsos já não funcionam nem circulam, a respiração já não entra nem sai; é, para usar uma imagem, como cair e deixar-se afundar, já não resta tempo nenhum. Os pulsos são interrompidos e não fluem, como se o homem e a morte fossem um só; o homem respira cinco ou seis vezes e depois a sua forma física cessa de existir; a carne deixa de pender, mas embora os pulsos das vísceras não se sintam é duvidoso que ele já esteja morto.

Quando o pulso do fígado para, há ansiedade dentro e fora do corpo, como se o homem fosse perseguido pelo gume cortante de uma espada fulgurantemente brandida, ou como se cordas de guitarras e alaúdes fossem comprimidas para baixo. A pele torna-se verde e branca e perde o brilho, o cabelo do corpo perde a vida e a morte ataca.

Quando o pulso do coração deixa de bater firmemente e se torna cansado como sementes de lágrimas-de-job (um tipo de planta comum na China), a pele torna-se vermelha e preta e perde o brilho, o cabelo do corpo perde a vida e a morte ataca.

Quando o pulso dos pulmões tem as suas pulsações grandes e lentas e soa como se contivesse cabelos e penas, a pele humana torna-se branca e vermelha e perde o brilho, o cabelo do corpo perde a vida e a morte ataca.

Quando o pulso dos rins para de pulsar e fica interrompido, como se os dedos batessem numa pedra, a pele torna-se preta e amarela e perde o brilho, o cabelo do corpo perde a vida e a morte ataca.

Todos estes são sintomas visíveis das vísceras e todos eles são seguidos pela morte e não se podem curar.

O imperador perguntou:

– Distinguir os sintomas das vísceras significa morte?

Ch’i Po respondeu:

– Todas as cinco vísceras desejam o seu sopro de vida do baço; é o baço que constitui os alicerces da existência das cinco vísceras.

Por si só, as vísceras não podem influenciar o pulso da mão e da região do Yin Maior. Tem de influenciar o baço, cuja força vital atinge seguidamente a mão e a região do Yin Maior. Mas cada uma das cinco vísceras tem o seu período especial em que pode atuar por si própria e influenciar a mão e a região do Yin Maior.

Quando as influências maléficas são vitoriosas, as secreções deterioram-se e, assim, tratando-se de uma doença grave, a força vital do estômago não pode ser inteiramente transferida para o pulso da mão na região do Yin Maior. Nestas circunstâncias, a força vital das vísceras mal se nota, a doença subjugou as vísceras e, por isso, fala-se de morte.

O imperador exclamou:

– Muito bem! – E prosseguiu: – Tratar e curar doenças significa examinar o corpo, a circulação, o brilho ou o grau de umidade da pele e o pulso, para verificar se está robusto ou em decadência e se a doença é recente. O verdadeiro tratamento deve então seguir-se, pois mais tarde já não há tempo.

Quando as forças vitais do corpo estão em mútua harmonia, isso significa que a cura é possível. Quando a cor da pele e a umidade são excessivas, a doença pode facilmente tratar-se. Quando o pulso está de acordo com as quatro estações, isso significa que a doença se pode curar. Quando o pulso é fraco e escorregadio, está influenciado pelas forças vitais do estômago e isso significa que a doença se pode curar facilmente se se escolher a estação apropriada.

Quando as forças vitais do corpo estão em mútuo desacordo, diz-se que a doença é difícil de curar. Quando a pele é fresca mas não lustrosa, significa que é difícil tratar a doença. Quando o pulso é cheio e vigoroso, significa que a doença tornou-se crescentemente grave. Quando o pulso está em desacordo com as quatro estações, a doença é incurável. Àqueles que se diz estarem “em desacordo com as quatro estações” pode-se auscultar o pulso dos pulmões na Primavera, o pulso dos rins no Verão, o pulso do coração no Outono e o pulso do baço no Inverno, e todos estes pulsos estão suspensos e interrompidos, são profundos como pedras atiradas à água e finos e lentos como raspar bambu com uma faca. Por estas razões se diz estarem em desacordo com as quatro estações. Jamais deveria haver visibilidade das vísceras.

Quando na Primavera e no Verão o pulso é profundo, fino e lento, e quando no Outono e no Inverno o pulso é superficial e grande, diz-se que está em desacordo com as quatro estações e haverá doença e febre.

Quando o pulso é calmo, há um derrame, e quando é grande há uma perda de sangue; e quando o pulso é grande, longo e ligeiramente tenso a doença situa-se dentro do corpo. Quando o pulso é cheio e grande e também vigoroso, a doença ataca o exterior do corpo; neste caso, o pulso também pode não ser cheio e vigoroso – todas estas doenças são difíceis de curar.

O imperador continuou:

– Compreendo que a decisão da vida e da morte depende de os pulsos soarem ocos ou sólidos. Agora gostaria de ser informado acerca das circunstâncias.

Ch’i Po explicou:

– Se os pulsos das cinco vísceras soam inteiramente sólidos, isso significa morte; se soam inteiramente ocos, isso também significa morte.

O imperador disse:

– Gostaria de ser informado acerca do estado das cinco vísceras quando os seus pulsos são cheios ou ocos.

Ch’i Po respondeu:

– Quando os pulsos são abundantes, a pele está quente, o estômago está dilatado pela hidropsia, não há circulação entre a frente e a retaguarda, e o centro está obscurecido; diz-se então que as cinco vísceras estão completamente cheias de influências maléficas.

Quando os pulsos são finos como um fio de seda, a pele está gelada, a respiração é reduzida e o que entra derrama-se pela frente e por trás e não se consegue que os alimentos entrem. Diz-se então que as cinco vísceras estão ocas e vazias.

O imperador inquiriu:

– A todos os que vivem é destinado um certo período de vida?

Ch’i Po respondeu:

– Quando o caldo e as papas de arroz entram no estômago e se derramam, devemos concentrar os nossos esforços para que tal estado termine, pois do contrário as vísceras tornam-se ocas. Quando o corpo está ativo, pode conseguir a transpiração com resultados vantajosos e depois as vísceras tornam-se cheias e sólidas. Portanto, é a atividade que determina a duração da vida.

Tratado Sobre as Manifestações de Saúde no Homem

Tratado Sobre as Manifestações de Saúde no Homem

O Imperador Amarelo perguntou:

– Que constitui uma pessoa saudável?

Ch’i Po respondeu:

– O homem tem uma exalação para uma pulsação que depois se repete, e tem uma inalação para uma pulsação que também se repete. Exalação e inalação determinam o bater do pulso. Quando há cinco movimentos respiratórios para uma pulsação, isso significa a existência de um movimento extra, redundando numa respiração profunda daquilo a que se chama uma pessoa saudável e bem equilibrada. Uma pessoa saudável e bem equilibrada não é afetada pela doença.

Os que habitualmente não tem doenças ajudam a treinar e a adaptar os doentes, pois os que tratam devem estar isentos de doença. Portanto, treinam o paciente para se adaptar à sua respiração, e para treinarem o paciente servem de exemplo.

Quando uma pessoa tem uma exalação para três movimentos do pulso e uma inalação para tr6es movimentos do pulso, e quando o “cúbito” indica febre, diz-se tratar-se da “doença quente”. Quando o “cúbito” não está quente e o pulso é escorregadio, diz-se que se trata de uma doença causada pelos ventos (as oito forças motivadoras). Quando as pulsações são pequenas, finas e lentas, fala-se de dormência.

Quando uma pessoa tem uma exalação para quatro movimentos do pulso em cima, isso significa que a morte sobrevirá. Quando o pulso se interrompe subitamente ou se acelera subitamente, isso significa morte. A respiração ininterrupta e regular é para uma pessoa saudável o que um celeiro é para o estômago: é o estômago que faz com que uma pessoa tenha respiração regular e constituição forte. Se uma pessoa não tem respiração no estômago, considera-se em desordem, e aqueles que estão em desordem devem morrer.

Na Primavera, o pulso do estômago deve ser fino e delicado como as cordas de um instrumento musical. Se se toca nas cordas com excessiva frequência, o estômago funciona intermitentemente e a doença daí resultante afeta o fígado. Se as cordas dão apenas um tom, o estômago deixa de funcionar e advém a morte. Quando o estômago funciona mal, surge uma doença no tempo da colheita. Quando o mau funcionamento ou idiossincrasia é grande,a doença ataca imediatamente.

Todas as vísceras expelem para o fígado, que armazena assim a força vital dos músculos e das membranas finas.

No Verão, o pulso do estômago deve ser como as pancadas de um pequeno martelo: assim estará saudável e equilibrado. Quando as pancadas do martelo são demasiado fortes, o estômago trabalha insuficientemente e daí achaten-suisse.com resulta uma doença do coração. Quando há uma única martelada, o estômago deixou de funcionar e segue-se a morte. Quando o estômago contém pedras, surge uma doença no Inverno. Quando as pedras são grandes, a doença irromperá pouco depois. As vísceras estão em comunicação completa com o coração e a ele ligadas pela circulação, assim como estão em comunicação e ligadas com e ao sangue pelo coração armazenado, e desse modo o sangue enche o pulso com a força vital.

Durante o Verão Tardio, o pulso do estômago deve ser suave e fraco: assim o estômago estará saudável e equilibrado. Mas quando o pulso é demasiado fraco o estômago funciona insuficientemente e daí resulta uma doença do baço. Quando o pulso é suave e fraco e também há pedras no estômago, aparecerá uma doença no Inverno. Quando a fraqueza do pulso é muito grande, a doença não demorará a aparecer.

As vísceras enchem o baço de umidade. Assim, o baço armazena a força vital da carne.

No Outono, o pulso do estômago deve ser pequeno e agitado: assim o estômago estará saudável e equilibrado. Mas quando o pulso é demasiado agitado, o estômago funciona insuficientemente e daí resulta uma doença dos pulmões. Quando é pouco agitado, advém a morte. Quando é agitado mas também tenso como as cordas de um alaúde, aparecerá uma doença na Primavera. Quando as pulsações se assemelham excessivamente à tensão de cordas musicais, não tarda a surgir uma doença. Os pulmões são a mais alta das cinco vísceras e a eles se deve que o sangue e as essências vitais circulem livremente; guardam e protegem o Yin e o Yang.

No Inverno, o pulso do estômago deve ser pequeno e como pedra: assim o estômago está saudável e equilibrado. Mas quando é demasiado como uma pedra, o estômago funciona insuficientemente e daí resulta uma doença dos rins. Quando soa como uma única pedra, o estômago deixa de funcionar e advém a morte. Quando é como uma pedra mas também como o bater de um martelo, aparecerá uma doença no Verão. Quando o som parecido com o bater de um martelo é demasiado forte, a doença manifesta-se imediatamente.

Os rins são a mais baixa das vísceras e, assim, armazenam a força vital dos ossos e da medula.

As grandes artérias (vasos lo) do estômago são descritas como “veredas ocas” que estabelecem ligação com os vasos dos pulmões, que descem ao lado do seio esquerdo. O movimento destes vasos corresponde ao do pulso no apoio da força vital. Quando há muita tosse e respiração difícil, esta é frequentemente interrompida e, estão, desenvolve-se no estômago uma doença que provoca coagulação e irritação devido à acumulação de alimentos; estes nunca conseguirão passar e daí resultará a morte. O movimento dos vasos sob o seio serve para apoiar a força vital e para evitar que ela se escoe.

E agora devemos voltar-nos para a discussão do efeito causado por um excesso do pulso “polegada” e do efeito que se verifica quando ele é inadequado. Quando o pulso “polegada”, na mão, é curto e sem volume, advém uma dor de cabeça. Quando o pulso “polegada”, na mão, é excessivamente prolongado, advém fortes dores nos pés e nos ossos das canelas. Quando o pulso “polegada”, no pulso, é profundo como uma pedra atirada à água e também vigoroso, daí resulta uma doença no interior do corpo. Quando o pulso “polegada” é superfical como um bocado de madeira a flutuar em água, e abundante, daí resulta uma doença do corpo exterior.

Quando o pulso “polegada” é profundo e, contudo, débil, haverá arrepios e febres e até ruptura dos intestinos e dores no intestino delgado. Quando o pulso “polegada” é profundo e, contudo, violento, significa que existe uma congestão debaixo das costelas e, dentro do estômago, uma acumulação maléfica localizada obliquamente, que causa dores. Quando o pulso “polegada” é profundo e se verifica falta de ar, indica arrepios e febres. Quando o pulso é abundante e escorregadio e também vigoroso, diz-se que a doença afeta o corpo exterior; quando o pulso é pequeno, longo e ligeiramente tenso e também vigoroso, a doença afeta o corpo interno. Quando o pulso é pequeno, fraco e, portanto muito fino, lento e breve, indica uma doença crônica. Quando o pulso é escorregadio e superficial e também acelerado, indica uma doença nova.

Quando o pulso é irritado, significa que existe uma dificuldade em respirar e dores no intestino delgado. Quando o pulso é escorregadio, significa que os oito ventos estão em ação, e quando o pulso é pequeno e fino significa que existe dormência. Quando o pulso é vagaroso como ramos de salgueiro a oscilar numa brisa leve, e escorregadio como seixos a rolar numa bacia, significa que existem febres desencadeadas dentro do corpo. Quando o pulso é abundante, mas tenso e duro e cheio como uma corda, há inchações hidrópicas.

Quando o pulso bate de acordo com o Yin e o Yang, a doença melhora e chega ao fim; mas quando as pulsações estão em oposição ao Yin e ao Yang a doença piora. Quando o pulso respeita obedientemente as quatro estações, não haverá doença nenhuma; mas quando o pulso não bater em consonância com as quatro estações não se estenderá até às regiões entre as cinco vísceras e a doença daí resultante será difícil de curar. Quando os braços mostram tendência para apresentar uma cor cinzento-esverdeada, diz-se que o pulso está esgotado de sangue.

Quando o pulso “cúbito” é lento e vagaroso e pequeno, diz-se que está a soltar-se e a dissolver-se e a melhorar. Quando uma pessoa se deita sossegadamente enquanto o seu pulso é abundante, isso significa que o corpo está esgotado de sangue. Quando o pulso “cúbito” é frio e o pulso em geral é delgado, indica existir um derrame no posterior do paciente. Quando o pulso em geral e o pulso “cúbito” em particular são ásperos e duros e há calor constante, isso indica a existência de febres dentro do corpo.

Quando, em relação ao fígado, as bases celestes keng hsin se tornam visíveis, isso significa morte. Quando, em relação ao coração, as bases celestes jên kuei aparecem, isso significa morte. Quando, em relação ao baço, as bases celestes chia i se tornam visíveis, isso significa morte. Quando, em relação aos pulmões, as bases celestiais ping ting se tornam visíveis, isso significa morte. Quando, em relação aos rins, as bases celestiais wu chi se tornam visíveis, isso significa morte. Tudo isso significa que todas as vísceras podem causar a morte.

Quando o movimento do pulso do pescoço é abundante, ocorre tosse e respiração difícil e diz-se que tal é causado por água. Quando há um inchaço minúsculo dentro de um olho, como se um bicho-da-seda letárgico começasse a tomar forma, diz-se que tal foi causado por água. Quando a urina é amarelo-avermelhada, embora o paciente descanse calmamente, indica icterícia e úlceras. Quando uma pessoa acaba de comer e continua a sentir o estômago com fome, é sinal da existência de úlceras. Quando o rosto incha, isso é causado por ventos; quando os pés e os joelhos incham, é causado por água. Quando os olhos ficam amarelos, chama-se icterícia.

A mão da mulher pertence à região do Yin Menor. Quando o movimento do seu pulso é grande, ela está prenhe. O pulso tem maneiras de indicar se o paciente obedece ou desobedece às leis das quatro estações e se existem ou não sintomas ocultos. Por exemplo, quando na Primavera e no Verão o pulso é fino e quando no Outono e no Inverno o pulso é superficial e grande, isso indica claramente que o paciente está em desacordo com as quatro estações.

Mesmo havendo doença e febre, o pulso pode apresentar-se calmo e parado; e mesmo havendo um derrame e grande perda de sangue, o pulso pode apresentar-se cheio e grande. A doença situa-se no interior quando o pulso é vazio e lento, e situa-se no exterior quando, apesar de pequeno e fino, o pulso é vigoroso. Todas essas doenças são difíceis de tratar e curar, pois sabe-se que são provocadas por oposição às leis das quatro estações. O homem utiliza a água e o cereal como base da sua existência e, por isso, quando não tem água nem cereal não pode deixar de morrer. Quando o pulso não é estimulado pelo estômago, o homem tem igualmente de morrer. Os pulsos que não são estimulados pelo estômago só obtêm o apoio das vísceras e não a força vital do estômago, o pulso do fígado não é tenso como uma corda musical e o pulso dos rins não é áspero e duro como uma pedra.

Os pulsos das regiões do Yin Menor soam, ao princípio, próximos, mas depois mudam bruscamente para sons mais distantes; ao princípio são curtos e depois tornam-se bruscamente mais compridos.

Os pulsos das regiões da “Luz Solar” são superficiais e grandes e também curtos e sem volume; fazem-se sentir vivamente no dedo que os ausculta e abandonam-no rapidamente.

Quando o homem está sereno e saudável o pulso do coração flui e une-se como as pérolas se unem ou como uma fieira de jade vermelho. Então pode-se falar de um coração saudável.

No Verão, a força vivificadora do estômago é considerada a origem da vida.

Quando o homem está donete, o pulso do seu coração acelera-se e ofega. Quando este ofegar é contínuo e provém de dentro e as pulsações estão erradas e são pequenas, então pode-se falar de um coração doente.

No momento da morte, o pulso do coração flui na frente, mas é deficiente e fraco na retaguarda, e depois para, como contido por uma corrente ou por um gancho. Então pode-se falar da morte do coração.

Quando o homem está tranquilo e saudável, o pulso dos seus pulmões é calmo e pacífico. E quando é pacífico como uma aldeia, ou como as sementes de um olmo, então pode-se falar de pulmões saudáveis.

No Outono, a força vivificadora do estômago é considerada a fonte da vida.

Quando o homem está doente, o pulso dos seus pulmões bule, mas não se levanta nem se baixa como as asas de um frango. Então pode-se falar de pulmões doentes.

No momento da morte, o pulso dos pulmões move-se como um objeto flutuante e insubstancial, ou como um cabelo soprado pelo vento. Então pode-se falar da morte dos pulmões.

Quando o homem está tranquilo e saudável, o pulso do seu fígado bate suave e debilmente, como se auscultássemos uma comprida e fina vara de bambu sem ponta. Então pode-se falar de um fígado saudável.

Na Primavera, a força vivificadora do estômago é considerada os alicerces da vida.

Quando o homem está doente, o pulso do fígado move-se de modo cheio e apresenta-se grande e comprido e ligeiramente tenso, sente-se tanto com uma pressão leve como com uma pressão forte; mas também se apresenta escorregadio como o som de muitas varas compridas de bambu atadas umas às outras. Então pode-se falar de um fígado doente.

No momento da morte, o pulso do fígado move-se com maior velocidade e força, como um arco novo e comprido de um instrumento musical. Então pode-se falar da morte do fígado.

Quando o homem está tranquilo e saudável, o pulso do baço flui suavemente, une-se e separa-se como um frango a pisar o solo. Então pode-se falar de um baço saudável.

No Verão, a força vivificadora do estômago é considerada a base da vida.

Quando o homem está doente, o pulso do baço move-se de modo cheio, é grande e comprido e ligeiramente tenso e há um excesso no número de pulsações, como um frango a levantar as patas. Então pode-se falar da morte do baço.

Quando o homem está tranquilo e saudável, o pulso dos rins flui como se estivesse arquejante e cansado, como se fosse alternadamente reprimido e ligado e muito firme. Então pode-se falar de rins saudáveis.

No Inverno, a força vivificadora do estômago é considerada a origem da vida.

Quando o homem está doente, o pulso dos rins flui como o som feito pelo tocar de fibras esticadas de feijões e a sua força está aumentada. Então pode-se falar de rins doentes.

No momento da morte, o pulso dos rins flui e torna-se manifesto como o rasgar de corda torcida ou como o estalar de dedos sobre pedra. Então pode-se falar da morte dos rins.

Crédito: Alessandro Zambotti

Tratado Sobre a Importância do Pulso e a Arte Sutil do Seu Exame

Tratado Sobre a Importância do Pulso e a Arte Sutil do Seu Exame

Tratado Sobre a Importância do Pulso e a Arte Sutil do Seu Exame

O Imperador Amarelo perguntou:

– Qual a norma do tratamento médico?

Ch’i Po respondeu:

– A norma do tratamento médico é ser coerente. Deve ser praticado ao alvorecer, quando a exalação do Yin ainda não começou a bulir e quando a exalação do Yang ainda não começou a dissipar-se; quando ainda não se comeu nem bebeu, quando os doze vasos principais ainda não são abundantes e quando os vasos lo (luo) estão completamente agitados; quando o vigor e a energia ainda não estão perturbados – é nesse momento especial que se deve examinar o que aconteceu ao pulso.

Deve-se auscultar se o pulso está em movimento ou se está imóvel, e a observação deve ser feita com toda a atenção e perícia. Devem-se examinar as cinco cores e as cinco vísceras, para verificar se padecem de excesso ou apresentam insuficência; devem-se examinar os seis intestinos, para verificar se estão fortes ou fracos, e deve-se observar o aspecto do corpo, para verificar se está vigoroso ou em deterioração. Devem-se efetuar todos estes cinco exames e combinar os seus resultados, e depois poder-se-á decidir quanto ao quinhão da vida e da morte.

O pulso é depósito do sangue. Quando as pulsações são longas e acentuadamentes prolongadas, a constituição do pulso está bem regulada; quando as pulsações são breves e sem volume, a constituição do pulso está desregulada; quando o pulso é rápido e contém seis pulsações em cada ciclo respiratório, é o indício de perturbação do coração, e quando o pulso é abundante a doença torna-se grave.

Quando o pulso superior é abundante, o seu impulso é forte; quando o pulso inferior é abundante, indica flatulência. Quando o pulso é irregular e trêmulo e as pulsações ocorrem a intervalos irregulares, o impulso da vida enfraquece; quando o pulso é mais do que fraco, mas ainda perceptível, o impulso da vida é pequeno. Quando o pulso é pequeno e fino, lento e breve como o arranhar de uma faca em bambu, indica que o coração está irritado e dolorido.

Quando a força do pulso é túrbida (turva) e a cor perturbada como a superfície de um poço fervilhante, é sinal de que a doença penetrou no corpo, a cor corrompeu-se e a constituição tornou-se frágil. E quando a constituição é frágil, quebra-se como as cordas de um alaúde e morre. Portanto, é aconselhável que se compreenda a força das cinco vísceras.

O vermelho tende a servir como forro do branco, mas o vermelho-escarlate não tem inclinação para se tornar ocre; o branco deseja ser como as penas de um ganso e não da cor do sal. O verde deseja ser como o azul do céu, mas a brilhante e reluzente superfície do jade não quer ser azul-escura. O amarelo deseja ser como as ataduras de uma rede estendida para apanhar um galo, mas o amarelo não quer ser como o loesse. O preto deseja ser como um extrato denso, mas a cor preta da árvore do verniz não quer ser como o verde-acinzentado da terra. Podem-se deduzir muitas coisas dos sutis e delicados fenômenos das cinco cores e quando estas atuarem como atrás se mencionou a vida do paciente não será longa.

Mas aqueles que são hábeis e inteligentes no exame observam todas as criaturas vivas. Distinguem o preto e o branco e verificam se o pulso é breve ou longo. Se confundem um pulso longo com um pulso breve e tomam o branco pelo preto, ou cometem erros similares, isso é sinal de que a sua arte e perícia se deterioraram.

As cinco vísceras que se encontram no interior do corpo devem ser vigiadas. Quando as cinco vísceras intrnas estão viçosas, encontram-se repletas de força vivificante e são capazes de resistir a danos e medos, e os sons por elas emitidos são harmoniosos, similares aos provenientes do interior de uma mansão familiar. Isso significa que o ar dentro do corpo é úmido, é como dizer que os sons são finos e delicados e o barulho terminou e não poderá continuar – e tudo isto significa que as forças vivificantes tem supremacia sobre a doença.

Quando a roupa usada por uma pessoa não está bem arranjada, isso significa, de acordo com um provérbio: o bem e o mal não se podem esconder, quer estejam perto, quer longe; assim o querem os deuses. E quando os celeiros e os depósitos não armazenam provisões, é como se portas e cancelas não tivessem significado nem importância.
Quando água e poços não cessam de correr é como se a bexiga não fosse capaz de reter líquido. Os que prestarem atenção a estas funções viverão e os que descurarem estas funções morrerão, pois as cinco vísceras são a fortaleza do corpo.

A cabeça é a morada da perícia e da inteligência. Quando o homem conserva a cabeça inclinada só vê o que está muito em baixo e a sua vitalidade e o seu espírito enfraquecem.

As costas são a morada da estrutura do tórax. Quando as costas se curvam em consequência de transportar fardos pesados, o tórax fica arruinado.

O meio dos lombos é a morada dos rins. Quando não tem a força necessária para transmitir e mudar, os rins ficam exaustos.

Os joelhos são a morada dos músculos. Quando os músculos não tem elasticidade e não se podem erguer e dobrar à vontade, desenvolve-se uma corcunda e os músculos deterioram-se.

Os ossos são a morada da medula. Quando, durante muito tempo, uma pessoa não foi capaz de se manter de pé e andar, torna-se bamba e trêmula e os ossos deterioram-se.

Quando se preserva a força, a vida está salva; quando se descuida da preservação da força, isso significa morte.
E Ch’i Po prosseguiu:

– Aqueles que procedem contrariamente às leis das quatro estações e vivem em excesso, tem secreções insuficientes e esbanjam nos seus deveres. Quando ultrapassam a marca no cumprimento dos seus deveres, ou quando os cumprem incompletamente, as suas screções são pequenas. Quando o cumprimento dos seus deveres é incompleto, vivemem excessão e isso causa esbanjamento. E como nessas condições o Yin e o Yang não correspondem um ao outro, surge uma doença que se sabe influenciar o pulso “barra”.

O imperador perguntou:

– O pulso não é influenciado pelas quatro estações? Como se pode saber que mudanças é uma doença susceptível de sofrer? Como se pode saber se, ao princípio, uma doença está localizada no exterior? Peço-lhe que responda a estas cinco perguntas:

Ch’i Po respondeu:

– Tende em conta, por favor, que o poder do Céu é grande e pode mudar o azar em sorte. No exterior de toda a criação viva e dentro do Universo há transformações provocadas pleo Céu e pela Terra e pela inter-relação do Yin e do Yang.
Os dias tépidos e agradáveis da Primavera levam ao calor do Verão, e a cólera que uma pessoa pode sentir no Outono prepara o caminho para o perdão e para a compaixão que sente no Inverno. Esta mudança das quatro estações influencia os pulsos superior e inferior.

Regular o interior está de acordo com a Primavera; ter interiormente o padrão certo de conduta está de acordo com o Verão; submeter-se à autoridade está de acordo com o Outono, e pesar os direitos inerentes está de acordo com o Inverno.

O Inverno dura quarenta e cinco dias e esse período a influência do Yang, o elemento da luz e da vida, é fraca no pulso superior e a influência do Yin é fraca no pulso inferior.

O Verão dura quarenta e cinco dias e durante este período a influência do Yin é fraca no pulso superior e a influência do Yang é fraca no pulso inferior.

O Yin e o Yang têm os seus períodos respectivos, durante os quais influenciam o pulso. Através da sua entreajuda esses períodos podemos conhecer as funções do pulso. Tais funções recaem em certos períodos e, assim, pode-se saber a data da morte.

Não fora a excelente técnica e a sutileza do pulso, não seria possível examiná-lo. Mas o exame deve ser feito de acordo com um plano, e o sistema do Yin e do Yang serve de base para o exame. Quando tal base está estabelecida, podem-se investigar os doze vasos principais e os cinco elementos que geram vida. A própria vida respeita um padrão que foi estabelecido pelas quatro estações.

A fim de conseguir uma cura e um alívio, não se deve errar no tocante às leis do Céu nem às da Terra, pois elas formam uma unidade. Quando uma pessoa alcançar esta percepção quanto ao Céu e à Terra como uma unidade, estará apta a conhecer a morte assim como a vida.

Há que compreender que a música consiste em cinco notas, que a aparência física é feita de cinco elementos e que o pulso consiste em Yin e Yang. Assim pode-se saber que quando o Yin está vigoroso ocorrem sonhos em que se tem de passar através de grandes águas, o que causa maus temores; quando o Yang está vigoroso ocorrem sonhos de grandes fogos que queimam e cauterizam. Quando o Yin e o Yang estão vigorosos ocorrem sonhos em que ambas as forças se destroem e matam uma à outra ou ferem uma à outra. Quando o pulso superior está vigoroso ocorrem sonhos em que temos a sensação de voar, e quando o pulso inferior está vigoroso ocorrem sonhos em que temos a sensação de cair. Quando estamos repletos de comida sonhamos que despejamos os excedentes interiores; quando temos fome, sonhamos que obtemos o necessário para nos saciar.

A repleção dos pulmões provoca sonhos de mágoa e pranto. Quando ha uma multidão de pequenos insetos, nos sonhos colhemo-los todos. Quando há uma multidão de insetos grandes, nos sonhos digladiam-se entre si, para se ferirem e destruírem.

A auscultação do pulso deve fazer-se respeitando o método: pois quando ele é lento e calmo atua como protetor e guardião. Nos dias da Primavera, o pulso é superficial, como madeira a flutuar na água ou como um peixe a deslizar através das ondas. Nos dias de Verão, o pulso dentro da pele é flutuante e leve e por toda a parte há excesso de criação. Nos dias de Outono, os insetos sob a pele estão prestes a eclodir. Nos dias de Inverno, os insetos letárgicos estão todos em redor dos ossos, serenos e delicados como o nobre na sua mansão.

Por isso se diz: Aqueles que desejam conhecer o corpo inteiro auscultam o pulso e ficam assim com as bases do diagnóstico. Aqueles que desejam conhecer o exterior do corpo observam a morte e o nascimento. Do pulso e das cinco cores, a auscultação do pulso é o meio mais importante de diagnóstico.

Quando o pulso do coração bate vigorosamente e as pulsações são acentuadamente prolongadas, a doença correspondente faz com que a língua se enrole e o paciente não possa falar. Quando as pulsações são suaves e dispersas como flores de salgueiro espalhadas pelo vento, é conveniente que se torne difuso o envolvimento da doença correspondente.

Quando o pulso dos pulmões bate vigorosa e longamente, a doença correspondente produz sangue na saliva; quando as pulsações são suaves e dispersas, a doença correspondente produz torrentes de suor que até ao presente momento não pode ser absorvido e de novo transpirado.

Quando o pulso do fígado bate vigorosamente e longamente e a pele não se apresenta verde-acinzentada, a doença correspondente produz uma sensação de afundamento, como se tivessemos sido mortalmente feridos, e pouco depois o sangue do interior das costelas e dos flancos desce, deixando-nos ofegantes e exaustos. Quando as pulsações são suaves e dispersas e a pele reluz e brilha, a doença correspondente exige que se beba abundantemente, a sede é violenta e exige que se beba mais, e dão-se mudanças na carne e na pele, mudanças que são transmitidas para o exterior através do estômago e dos intestinos.

Quando o pulso do estômago bate vigorosa e longamente, a pele avermelha-se e a doença correspondente desloca ou parte as coxas. Quando as pulsações são suaves e dispersas, a doença correspondente causa grandes dores quando se come.

Quando o pulso bate vigorosa e longamente e a pele amarelece, a doença correspondente produz falta de ar e reduz a força vital. Quando a pulsação é suave e dispersa e a pele não se apresenta reluzente e brilhante, a doença correspondente produz inchação do cóccix e dos pés, que dão a impressão de conter água.

Quando o pulso dos rins bate vigorosa e longamente e a pele se apresenta amarela e vermelha, a doença correspondente produz uma postura dobrada. Quando as pulsações são suaves e dispersas,a doença correspondente provoca uma redução de sangue, que fica então impossibilitado de se mover.

O imperador perguntou:

– Quando o pulso do coração se apresenta acelerado, que doença denuncia? E que forma assume esta doença?
Ch’i Po repondeu:

– O nome da doença é “ruptura do coração” e é no intestino delgado que a doença se torna visível.

O imperador perguntou:

– Como descreve a doença?

Ch’i Po respondeu:

– O coração fnciona como tranca da porta do depósito; o intestino delgado, como mensageiro; por isso diz-se que o intestino delgado é o lugar onde a doença se torna manifesta.

O imperador indagou:

– Quando, num exame, se verifica que o pulso do estômago indica doença, que acontece?
Ch’i Po respondeu:

– Quando o pulso do estômago está cheio e ligeiramente tenso, indica inchações hidrópicas; quando está vazio, lento e compressível, indica um derrame.

O imperador perguntou:

– Como se pode descrever o processo de adoecer e as mudanças que tal origina?

Ch’i Po repondeu:

– São os ventos e o tempo que causam arrepios e febres. As doenças resultantes de excesso de trabalho causam exaustão do diafragma. Ares opressivos causam demência; ventos constantes causam impossibilidade de reter a comida, e quando ventos abundantes causam doenças dentro do pulso, originam feridas e úlceras. As transformações e as mudanças provocadas pela doença não podem ser dominadas nem sequer enumeradas.

O imperador indagou:

– Podem apaziguar-se – e pode mesmo assim preserva-se a vida – toda a sorte de úlceras e inchaços, de músculos contraídos e ossos doloridos?

Ch’i Po respondeu:

– Os inchaços provocados pela geada pertencem às mudanças causadas pelos oito ventos.

O imperador perguntou:

– Como podem ser curados?

Ch’i Po: respondeu:

– Qual a causa dessas doenças? São as cinco vísceras que emitem essas doenças que danificam o pulso e a cor da pele? E não seria útil conhecer-se a extensão, a gravidade e o possível resultado de cada doença?

Ch’i Po respondeu:

– Sim, devemos conhecer tudo isso. Excelente pergunta! Quando há prova de que o pulso está reduzido e a cor da pele não é violada, a doença é recente. Mas quando há prova de que o pulso não é discordante e a cor da pele está afetada, então a doença é crônica. Quando há prova de que o pulso e as cinco cores estão igualmente afetados, mais uma vez a doença é crônica. Quando, após investigação, se verifica que nem o pulso nem as cinco cores estão afetadas, a doença é recente.

Quando os pulsos do fígado e dos rins coincidem e as cores relacionadas são o azul-celeste e o vermelho, a doença correspondente tem capacidade destruidora e danosa. O sangue que era invisível chega ao fim e o sangue que era visível apresenta-se tão liquefeito que dá a impressão de correr através de água.
Ambos os pulsos internos dos braços denunciam o estado de regiões adjacentes; denunciam o estado das costelas curtas. Os pulsos adjacentes dos braços denunciam o estado dos rins. Quando os pulsos dos braços são examinados para se conhecer o interior, indicam o que se passa no estômago. Além disso, o pulso externo esquerdo do braço denuncia o estado do fígado, enquanto o pulso interno esquerdo denuncia o diafragma. O pulso externo direito denuncia o estado do estômago e o pulso interno direito denuncia o estado do baço. Além disso, o pulso direito superior externo indica o que se passa dentro do tórax, enquanto o pulso esquerdo superior externo indica o estado do coração e o pulso esquerdo superior interno indica o que se passa dentro do meio do tórax.
A frente é examinada para se obterem informações acerca do estado da frente. As costas são examinadas a fim de se obterem informações acerca do estado das costas. Antes de completar o exame, observa-se o estado do tórax e do inteior da garganta, e para concluir o exame observa-se o estado do intestino delgado, da cintura e dos lombos, das coxas, dos joelhos e das canelas.
Quando o pulso é denso, áspero e abundante, o seu conteúdo de elementos Yin é insuficiente e há um excesso de elementos Yang que causam febres no interior do corpo.

Quando uma doença chegou e parte muito lentamente e o pulso superior é cheio e abundante e o pulso inferior é vazio e lento, estes sintomas indicam demência. Quando a doença que chegou lentamente parte e quando o pulso superior é lento e vazio e o pulso inferior é cheio e abundante, indica influências maléficas. Verifica-se assim que o Yang sofre influências maléficas dentro do corpo.

Quando as pulsações são fortes, o examinador deve proceder a uma contagem cuidadosa, pois a região do Yin Menor é rebelde. Quando as pulsações são fortes e, após exame cuidadoso, se verifica que são dispersas e irregulares, indicam arrepios e febres. Quando as pulsações são leves e flutuantes e também dispersas e irregulares, indicam vertigens e visão escurecida e as pessoas arriscam-se a cair, prostradas.

Quando as pulsações são todas leves e flutuantes e não aceleradas, provem todas da região do Yang e, por isso, indicam febre.

Quando as pulsações são pequenas e fortes, provem todas da região do Yin e, por isso, indicam ossos doloridos. Quando o pulso se apresenta calmo e sereno a doença é indicada pelo pulso do pé.

Quando, durante certo período de tempo, a doença é indicada pelo pulso Yang, a urina e as fezes secretadas contem pus e sangue.

Todos os entendidos na arte de auscultar o pulso sabem que quando ele é fino, lento e breve há um excesso de Yang, e quando é escorregadio, como seixos a rolar numa bacia, há um excesso de best home remedies for bladder infection | ohnerezeptfreikaufbladder infection home remedies … bladder infections are often caused by e.coli bacteria. … in order to relieve pain from cystitis, … Yin.

Quando ha um excesso de Yang o corpo apresenta-se quante e febril e não há transpiração. Quando há um excesso de Yin há demasiada transpiração e frios e arrepios.

Quando se ausculta do lado interno o pulso que indica o exterior, e quando este pulso do lado interno não indica o exterior, há uma acumulação perniciosa no coração e no estômago.

Quando se ausculta do lado externo o pulso que indica o interior, e quando este pulso do lado externo não indica o interior, o corpo está quente e febril.

Quando se ausculta o pulso no ponto mais alto e ele não desce, isso significa que os lombos e os pés estão edemaciados. Quando se ausculta o pulso no ponto mais baixo e ele não sobe, isso significa que existe uma dor na cabeça e no pescoço.

Quando, no fim do exame do pulso, a força do pulso dos ossos é pequena, isso indica que os lombos e a espinha doem e o corpo padece de dormência.

Zhen Jiu – Tratado sobre o Exame Importante das Regras Invariáveis da Morte

Zhen Jiu – Tratado sobre o Exame Importante das Regras Invariáveis da Morte

Tratado sobre o Exame Importante das Regras Invariáveis da Morte

O Imperador Amarelo declarou:

– Desejo estudar as regras da morte. Que me pode dizer?

Ch’i Po respondeu:

– No primeiro e no segundo meses a exalação celeste criou a Terra e a exalação da Terra criou o homem e animou-lhe o fígado. No terceiro e no quarto meses o clima celeste estabeleceu-se firmemente na Terra e o clima da Terra criou uma forma definida para o homem, a quem a exalação animou o baço. No quinto e no sexto meses o clima celeste fortaleceu-se e o clima da Terra elevou o homem, a quem a exalação animou a cabeça. No sétimo e no oitavo meses o Yin, o elemento feminino de escuridão e morte, começou a matar o homem, enquanto a exalação lhe animava os pulmões. No nono e no décimo meses o Yin começou a consolidar-se, e a sutil influência que anima a Terra, cuja exalação do can i get levitra over the counter homem, que já lhe chegara ao coraçao. No undécimo e no duodécimo meses a geada congelou de novo a Terra, cuja exalação se une com a exalação do homem para lhe animar os rins.

Mas a Primavera penetra e espalha a geada e dispersa e quebra o gelo. Estimula, também, o fluxo do sangue e as suas interrupções. O sangue é então induzido a correr nos intervalos da respiração, criando assim a circulação.

O Verão penetra nos vasos sanguineos, de modo que o sangue fica exausto e deixa de circular. E como a circulação do ar também é obstruida, sentem-se fortes dores e surgem doenças que devem ser debeladas.

O Outono penetra na pele, o que está de acordo com os princípios da Natureza; os pulsos superior e inferior funcionam do mesmo modo e a energia sofre uma transformação e deixa de funcionar.

O Inverno penetra na mente e despedaça a razão e a inteligência. O que estava firmemente construído fica minado e a mente dispersa.

Primavera, Verão, Outono e Inverno, cada estação exerce um efeito especial e, juntas, tem um método. Quando a Primavera exerce um efeito estimulante, o Verão exerce um efeito distribuidor. Perturba a respiração e causa licenciosidade e imoralidade que, por sua vez, causam doenças incuráveis nos ossos e na medula. Por via disso, o homem não pode saborear a comida e, consequentemente, a sua energia fica reduzida.

Quando a Primavera tem um efeito estimulante, o Outono tem um efeito dispersor. Torna os músculos deformados e as forças rebeldes formam um anel, provocando assim uma tosse que não pode ser atenuada; assusta e alarma as pessoas em períodos especiais e fá-las chorar.

Quando a Primavera tem efeito estimulante, o Inverno distribui as influências maléficas que se tornam manifestas nas vísceras e provoca inchações hidrópicas que não tem cura. Além disso, as pessoas mostram tendência para tagarelar.

Quando o Verão tem um efeito estimulante, o Outono distribui doenças incuráveis e, assim, as pessoas sentem no coração o desejo de não falar das suas preocupações e dos seus problemas; procedem como pessoas prestes a serem detidas e presas.

Quando o Verão tem um efeito estimulante, o Inverno distribui doenças incuráveis. Estas doenças reduzem a vitalidade das pessoas, que no entanto mostram tendência para se enraivecerem e serem violentos.

Quando o Outono tem um efeito estimulante, a Primavera distribui doenças incuráveis e, assim, provoca alarme. As pessoas enchem-se do desejo de negligenciar e esquecer aquilo que mal começaram.

Quando o Outono tem um efeito estimulante, o Verão distribui doenças incuráveis e isso aumenta o desejo das pessoas se deitarem a descansar e dormirem tranquilamente.

Quando o Outono tem um efieto estimulante, o Inverno distribui doenças incuráveis e inspira às pessoas o desejo de se deitarem e dormirem. Mas embora durmam estão conscientes.

Quando o Inverno tem um efeito estimulante, o Outono distribui doenças incuráveis e provoca muita sede às pessoas.

Em geral, toda estimulação afeta o peito, a mente e o estômago e é necessário evitar que, por sua vez, estes afetem as cinco vísceras. Quando a estimulação penetra no coração, este fica cercado e a morte lhe sobrevem. Quando a estimulação penetra no baço, a morte sobrevem dentro de cinco dias; quando penetra no diafragma, todos os órgãos internos são afetados, as doenças de tal resultantes são difíceis de curar e num período que não ultrapassará um ano os atingidos morrerão, com certeza.

Quando se evitou, com êxito, que as cinco vísceras fossem penetradas, sabe-se se as doenças são obstinadas ou curáveis. As curáveis localizam-se no diafragma e no baço e nos rins; mas quando isto não se sabe a doença repetir-se-á.

Quando o tórax e o ventre são penetrados, é necessário prestar atenção imediata a esses órgãos, pois quando a penetração é conhecida pode ser detida e curada e pode-se isolar a penetração em cima.

Quando a acupuntura não cura, deve ser repetida. A agulha da acupuntura deve ser aplicada calmamente e com máximo cuidado. Quando a acupuntura é aplicada para doenças dos vasos sanguíneos, a agulha não deve ser agitada. É assim que se aplica a acupuntura.

O imperador declarou:

– Desejo ser informado a cerca da morte relacinada com os doze vasos sanguineos.

Ch’i Po repondeu:

– Quando o pulso do Yang Maior causa o fim, a pupila do olho não gira e fica virada para cima, mas na direção errada, e ocorrem convulsões; a cor dos olhos é branca. A vida é interrompida, aparecem suores e quando se esgotam sucede a morte.

Quando o Yang Menor causa o fim, os ouvidos ensurdecem, as cem articulações descontraem-se todas completamente, os olhos ficam cercados e deixam de funcionar, quebram-se todas as ligações dentro do corpo e em um dia e meio o apciente estará quase morto. Ao princípio a sua pele torna-se verde, mas depois fica branca e a morte sobrevem.

Quando a região da “Luz Solar” causa o fim, a boca e os olhos mexem-se muito bem, mas depois o paciente assusta-se e começa a falar à toa e incoerentemente. A sua cor torna-se amarela e as suas artérias em cima e em baixo ficam cheias e insensíveis. Chega o fim.

Quando o Yin Menor causa o fim, o rosto fica preto, os dentes projetam-se para frente e tornam-se imundos, o ventre incha e fecha-se e a circulação cessa em cima e em baixo. Sobrevem a morte.

Quando o Yin Maior causa o fim , o ventre incha e fecha-se, o paciente não pode respirar e depois ocorrem arrotos e vômitos. Os arrotos são indicação de ar adverso e, neste caso, o rosto fica vermelho. Quando a respiração se torna impossível, o movimento em cima e em baixo cessa e o rosto fica preto; a pele e o cabelo do corpo emitem uma sensação de secura e calor e sobrevem o fim.

Quando o Yin Absoluto causa o fim, há calor no interior da garganta e o paciente tem graves perturbações no coração; a língua revira-se, torna-se esponjosa e porosa e encolhe-se contra as gengivas superiores. Sobrevem o fim.

Esta é a história da morte em relação aos doze vasos principais.

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