Auriculoterapia na obesidade – Parte III

Auriculoterapia na obesidade – Parte III

Fonte: Alessandro Zamboti

Conclusão

Apesar do reconhecimento da eficácia da auriculoterapia pela OMS (Organização Mundial de Saúde), no que se refere ao tratamento da obesidade há mais incertezas do que certezas na definição correta desta patologia pela a MTC segundo seus tipos (quando isso é considerado) e consequentemente a prescrição terapêutica correta da auriculoterapia. Pelos estudos e resultados que foram observados, podemos recomendar que o tratamento neste caso seja analisado caso a caso, observando sempre sintomas e características de cada paciente obeso e que a seleção de pontos seja baseada nestes fatos. . Como os resultados apresentados são muito variáveis e até discutíveis, levamos a crer também que o tratamento pela auriculoterapia no caso da obesidade seja de forma complementar e não isolado para aumentar a sua eficácia. Neste caso deve-se somar ao tratamento a acupuntura sistêmica, a dietoterapia, a prática de exercícios regulares e outras recomendações consagradas no tratamento da obesidade.

Na busca de algum consenso de seleção de pontos auriculares os mais citados dos autores pesquisados foram:

– shen men: 5 vezes

– estômago: 5 vezes

– ponto fome: 4 vezes

– boca: 4 vezes

– endócrino: 3 vezes

– tireóide: 3 vezes

Não se esquecendo dos pontos muito específicos como no caso do apetite compulsivo ligado à ansiedade, por exemplo, onde a eficácia do ponto ansiedade pode ser de grande valia.

Bibliografia

ASAMOTO, S., TAKESHIGE, C. Activation of the saciety center by auricular acupuncture point stimulation. Brain Research Bulletin, v.99, p.157-164, 1992.

BOTSARIS, Alexandres S. Obesidade. Disponível em

www.acupuntura.pro.br/arquivo/obesidade.htm. Acesso em 08 de Agosto 2005.

Diretrizes brasileiras de Obesidade – Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica – 2007. Disponível em: www.abeso.org.br/pagina/113/avaliacao-clinica-do-paciente-obeso.shtml . Acesso em 22 de novembro 2010.

ERNEST E. Acupuncture/acupressure for weight reduction? A systematic review. Wien Klin Wochenschr 1997;109:60-62.

FARBER, P.L., MORAN, C.M., L.I, H.Y., D´ellia, F.L.G.M., et al. Acupuntura auricular como auxiliar no tratamento da obesidade: estudo simples-cego, randomizado e placebocontrolado. Revista Médico-Científica de Acupuntura, v.1, n.2, p.5-8, 1996.

FIALHO, Mario. Acupuntura Tratando obesidade. Disponível em: http://www.blog.mariofialho.com/?s=obesidade. Acesso em 22 de novembro 2010

GARCIA, Ernesto G. Auriculoterapia: Escola Huang Li Chun. São Paulo: Roca, 1999.

GONZALÉZ, Silvia Isabel Reyes; LÓPEZ, María Teresa Gómez. Obesidad: Respuesta al Tratamiento de Auriculoterapia. Disponível em: www.portalesmedicos.com/publicaciones/articles/1367/1/Obesidad-Respuesta-al-Tratamiento-de-Auriculoterapia.html. Acesso em 22 de novembro 2010.

MACIOCIA, Giovani. Diagnóstico da Medicina Chinesa – Um Guia Geral. São Paulo: Roca, 2006.

SOUZA, Marcelo Pereira de. Tratado de acheter viagra Auriculoterapia. Brasília – Distrito Federal: Ed. Med Center, 2001.

XIAOFENG, Tang. 75 cases of simple obesity treated with auricular and body acupuncture. Journal of Tradicional Chinese Medicine, n.17, p.55-56, 1997.

ZAMBOTI, Alessandro. Como a Acupuntura Atua na Obesidade. Disponível em: http://zhenjiu.com.br/protocolos-de-tratamento-em-auriculoterapia/ e http://zhenjiu.com.br/pontos-da-auriculoterapia-parte-12/ . Acesso em 22 de novembro 2010.

Auriculoterapia na obesidade – Parte III

Auriculoterapia na obesidade – Parte II

Fonte: Alessandro Zamboti

3.2 Material empregado

O material mais empregado no Brasil são as esferas de metal ou cristal e as sementes de mostarda ou de colza pela facilidade e rapidez de aplicação, baixo custo e permanência no acuponto de longa duração atuando terapeuticamente. A direção que as sementes devem ficar está demonstrada na figura 1 e é baseada no sentido que os principais nervos se encontram para melhor estímulo terapêutico. As agulhas filiformes é o método mais antigo e tem a vantagem de atuar de forma mais contundente na patologia e poder estimular o órgão ou região anatômica alvo de modo a tonificar ou sedar, respectivamente aplicação leve para enfermidades com deficiências ou enfermidades do tipo crônico e tem um efeito considerado tonificante e, aplicação forte para patologias do tipo agudo ou em síndromes por excesso, estagnação e enfermidades dolorosas, esta aplicação é considerada de efeito dispersante (GARCIA, 1999, p. 225). Há também as agulhas intradérmicas do tipo akabane de uso contínuo que são fixadas com esparadrapo permanecendo vários dias.

Outros métodos de estimulação dos acupontos auriculares são: mesopuntura (injeção de medicamentos nos acupontos), emplastros de medicamentos, parches medicamentosos, moxabustão, sangria, injeção de radioisótopos, imãs, massagens geral ou específica e laser. Citar cada método detalhadamente e seus objetivos principais ficaria muito extenso e fugiria do propósito original do artigo, mas a laserpuntura merece um destaque porque se comprovou um método forte para estimular o metabolismo, para alcançar a desobstrução e a drenagem adequada dos canais e vasos e para regular a circulação de sangue e da energia. Também trata processos inflamatórios, promove a atividade das glândulas supra-renais e o metabolismo protéico (GARCIA, 1999, P. 255) de modo que pode ser útil ao tratamento da obesidade e suas manifestações.

4- Auriculoterapia no tratamento da obesidade

Muitos autores citam pontos gerais recomendados para a obesidade e não há muito consenso como se pode visualizar na tabela 2. Asamoto e Takeshige (1992) estudaram o efeito da acupuntura sobre o apetite. Observaram que a implantação de agulhas nos acupontos auriculares correspondentes ao piloro, pulmão, traquéia, estômago, esôfago, sistema endócrino e coração reduziu o ganho de peso em ratos obesos. Segundo estes autores, isso poderia ocorrer pelo efeito da acupuntura exercido sobre o núcleo ventro-medial, pois a estimulação de regiões específicas do pavilhão auricular de ratos (aurículo-acupuntura) é capaz de evocar potenciais no núcleo hipotalâmico ventro-medial, o centro da saciedade. Farber et al. (1996) avaliaram a utilização da acupuntura auricular como tratamento da obesidade em pacientes humanos. O estímulo dos acupontos auriculares Shen Men, estômago, cárdia, subcórtex (interno) levou à diminuição significativa do peso nas pessoas tratadas, com grandes variações individuais. Estes autores concluem que a acupuntura é moderadamente eficaz como auxiliar no tratamento da obesidade. Gonzaléz e López (2009) Em um estudo longitudinal, prospectivo e descritivo foram estudados 158 pacientes para demonstrar o efeito da auriculoterapia para reduzir as taxas de obesidade. Os pacientes foram classificados de acordo com viagra or cialis índice de massa corporal circunferência da cintura e o tempo de evolução como obeso. A primeira consulta coleta informações médicas e aplicou-se tratamento semanal de acompanhamento. 13,93% dos pacientes retornaram ao índice de massa corporal (IMC) de 25 kgm 2. O circunferência abdominal sofreu uma redução superior a 80 centímetros em um 12.16% dos pacientes e outros tiveram uma diminução significativa com relação aos números listados no início do tratamento. Os resultados positivos foram de ordem de 93.04%.

Nenhum desses estudos ou bibliografias citados na tabela 2 fazem uma diferenciação dos tipos de obesidade segundo a MTC, provavelmente a falta de consenso sobre a classificação de obesidade advem dela ser um problema de saúde mundial relativamente moderno. Porém há autores que acham esta diferenciação importante a ponto de variar bastante a terapeutica para cada caso, nesse caso podemos citar Zamboti (2010) que recomenda como pontos obrigatórios para o tratamento da obesidade: shen men, rim, simpático, fome, vício, estômago. De modo específico ele recomenda:

Como problema hormonal: endócrino, supra-renal, hipófise, tálamo.

Como problema fisiológico: boca, estômago, intestino grosso, fígado, fome, Baço.

Como problema emocional: olho, lóbulo anterior, coração, área de neurastenia, ansiedade, vício.

Do mesmo autor pontos complementares:

Ansiedade / irritabilidade: ansiedade 1 e 2, tensão, coração fígado yang 1 e 2.

Constipação intestinal: (2X ao dia) acrescentar intestino grosso; (3X na semana) acrescentar intestino grosso, vesícula biliar e ânus.

Retenção de líquidos: acrescentar adrenal, metabolismo.

Desequilíbrio hormonal: acrescentar ovários, endócrino, tireóide, hipófise.

Compulsão por doces: acrescentar pâncreas, boca.

Tabela 2 – Pontos auriculares eleitos (x) e complementares (c) para obesidade segundo autores de livros e artigos científicos:

Shen men Rim Fome Simpát. Occipital Boca ID Duodeno
Souza x x x x x x x x
Garcia c c
Asamoto x
Faber x
González x x x x

Tálamo Excitação Abdômen Endócrino Baço Tireóide Calor Estômago
Souza c
Garcia x x x x c c c c
Asamoto x x
Faber x
González x

Apetite Fígado Subcort. I. Cárdia Piloro Pulmão Traquéia Coração IG
Souza c
Garcia c
Asamoto x x x x x x
Faber x x
González x
Ansiedade P. zero
Souza
Garcia
Asamoto
Faber
González x x

Segundo Ernest (1997), a acupuntura e a auriculoterapia são freqüentemente defendidos e usados como meio de controlar o apetite e reduzir o peso corpóreo mas essa utilização é baseada em estudos não controlados. O mesmo autor afirma também que os poucos ensaios clínicos controlados com placebo apresentam falhas metodológicas e seus resultados são contraditórios e que dois ensaios clínicos mais rigorosos demonstram ausência de efeito sobre o peso corpóreo. As principais falhas observadas foram:

– Número de estudos conduzidos: insuficiente.

– Qualidade dos estudos conduzidos: pobre, mal conduzidos, não controlados, resultados contraditórios.

Grau de validação independente: não realizada. –

– Potencial de uso no tratamento da obesidade: muito baixo.

– Potencial de risco de iatrogenia: desconhecido.

Auriculoterapia na obesidade – Parte III

Auriculoterapia na obesidade – Parte I


Auriculoterapia na Obesidade – Parte 1

Fonte: Alessandro Zamboti

Este artigo é uma colaboração do leitor Elber Viana. Por ser extenso, eu tomei a liberdade de dividí-lo em três partes.

Introdução

Podemos dizer que a auriculoterapia constitui um ponto de partida para a integração da medicina tradicional e a ocidental moderna. O microssistema da orelha nos oferece a possibilidade de localizar e utilizar pontos sob o respaldo, tanto da teoria dos zang fu e jing luo, como sob os princípios da fisiologia moderna (Garcia, 1999, p.62).

É o microssistema mais elegido no tratamento da obesidade atualmente, principalmente pela facilidade de aplicação e efeito sobre o tratamento da ansiedade que consequentemente repercute no apetite compulsivo. Entretanto pouco se sabe da eficácia do tratamento sobre a obesidade como um todo, como uma síndrome que é, e também há grande divergência de seleção de pontos que também tem a ver com a divergência do diagnóstico correto das causas da obesidade sob o ponto de vista da MTC. Torna-se fundamental encontrar antes de tudo um consenso entre muitos autores sobre diagnósticos e tratamentos para a partir daí tratar eficazmente e aperfeiçoar o tratamento da obesidade e suas causas pela auriculoterapia.

1 – Etiologia da obesidade

A medicina ocidental considera que a obesidade é uma síndrome e por isso tem um conjunto de fatores, suas causas podem ser genética, neuroendócrinas, familiares, comportamentais (dieta, sedentarismo), fisiológicas (puberdade, gestação, menopausa, retardo do crescimento, “efeito sanfona”, etc.) e psicopatológicas (depressão, ansiedade, transtornos alimentares e da auto-imagem, baixa auto-estima, etc.) (ABESO, 2007, disponível na internet, vide bibliografia).

A obesidade é vista na MTC além de ser decorrente da polifagia, é geralmente causada por retenção umidade-fleuma retida entre pele e músculos, ligada a deficiência do qi do baço-pâncreas e/ou do Yang do rim (MACIOCIA, 2006, p. 259 e 595). Segundo Xiaofeng (1997, p. 55-56), existem 7 diferenciações de síndromes principais, sendo do tipo estômago exuberante, tipo obstrução interna de fleuma, tipo calor no Intestino e constipação, tipo Yang, tipo alcoólico, tipo deficiência de baço e tipo obesidade pós parto. Botsaris (1998, p. 110), defende que a obesidade deve-se ao acúmulo de fleuma endógena, que pode combinar com frio ou calor, obstruindo o fluxo de qi. Além do aspecto energético-fisiológico, a MTC leva sempre em consideração as emoções, e como foi citado, é uma parte relevante na síndrome da obesidade. Fialho (2010) considera que a obesidade (fei pang pela MTC) é devida a duas causas distintas, fleuma e umidade acumulados internamente ou vacuidade do baço-pâncreas e sugere os seguintes pontos: BP9, BP6, E36, E40, VC10, VC9 e; BP20, B23, VC6, E36, BP6 respectivamente.

2- Conceito de obesidade Yin e Yang na MTC

No aspecto psicofísico, Curvo (1998, p. 52), a obesidade pode se dividir em Yin e Yang. Uma pessoa gorda de natureza predominantemente Yin, engorda pela lentidão e resfriamento de seus processos metabólicos podendo ou não ter uma insuficiência hormonal. Estes indivíduos possuem digestão lenta por diminuição da função de transporte e transformação dos alimentos. Há uma tendência à formação de varizes, pela diminuição de energia Yang em seus músculos, inclusive dos que compõem as paredes dos vasos. Podem comer freqüentemente devido à depressão ou ao tédio, estão mais propensos a ganhar peso, pois a deficiência de Yang resulta na debilidade das funções de transformação e transporte do baço, assim como no acúmulo de fleuma. Outro fato importante é que estes indivíduos preferem menores quantidades de bebidas, porém mais quentes, pois a deficiência de Yang está associada ao frio e a umidade. A gordura é de distribuição ginecóide, ou seja, mais concentrada nas coxas, culotes e glúteos. Língua: aumentada, apresentando marcas de dentes nas bordas, com saburra fina, branca e úmida. Pulso: lento, escorregadio, é sentido mais na profundidade do que na superfície.

Uma pessoa gorda de natureza predominantemente Yang, engorda pelo excesso de absorção de todas as formas de energia que a ela chegam, aliado a um aquecimento de todos os processos metabólicos, construtores de tecidos. As pessoas deste grupo estão propensas a hiperatividade física, mental, sexual, à irritabilidade pré-menstrual e a ter calor na menopausa. O excesso se faz também no hábito de superalimentação. Os músculos são grandes e fortes, os depósitos de gordura são importantes e o tecido ósseo mostra um esqueleto de conformação larga e bem desenvolvida. O tipo Yang tende ficar com fome mais freqüentemente e se não for saciada, poderá ter sensações de irritabilidade, agitação motora ou dores de cabeça. Com relação aos líquidos, estes indivíduos tendem a beber maiores quantidades de bebidas mais frias, pois a deficiência de Yin está associada com o calor e a secura. A distribuição da gordura se faz do tipo andróide. Com suas características de excesso de calor e energia, apresenta respiração forte, voz alta, humor e emoções exaltadas, sudorese abundante, pele quente, face corada, pressão arterial tendendo a alta. Língua: bordas e ponta avermelhadas, freqüentemente recoberta por uma saburra amarelada. Pulso: superficial, amplo e rápido. Em resumo as condições mais associadas na tabela 1:

Tabela 1 – Diferenças fundamentais entre obesidade Yin e Yang

OBESIDADE TIPO YIN OBESIDADE TIPO YANG
Metabolismo lento Metabolismo frequentemente alto
Obesidade ginóide Obesidade andróide
Pés e mãos frias, também abaixo do umbigo Sensação de calor, transpira bastante, sobretudo na cabeça e nas costas
Rosto pálido ou amarelado Face avermelhada, tendência a acumular sangue no pescoço e rosto
Preguiça, cansaço Ativo, dinâmico
Pode apresentar pouco apetite ou normal Polifágico
Despertam com vontade de comer doce ou café com leite Predileção por bebidas alcoólicas, churrasco, embutidos, temperos forte
Celulite, varizes, edema de membros inferiores e palpebral, cabelos e unhas frágeis, tumores frios, colite irritativa, constipação intestinal por diminuição do peristaltismo ou diarréia Cistites, faringite, sinusite, amidalite, hipertensão arterial, morte súbita, constipação intestinal por ressecamento.
Percentual de gordura alto e musculatura pequena Músculos normais ou fortes
Tristes, magoados, depressivos. Baixa libido Expansíveis, sociáveis, as vezes irritados. Sexualmente ativos

3- Princípios da auriculoterapia

A técnica remonta de milênios e não somente da China antiga, há relatos de tratamento através de estimulação do pavilhão auditivo pelos antigos egípcios e gregos também (SOUZA, 2001, p. 27). Curiosamente, apesar de esta ciência ter sido mais estudada na China antiga, foi o neurologista francês Paul Nogier na década de 50 que retomou o interesse pela auriculoterapia no mundo com o desenvolvimento de novos pontos terapêutico e formulando a teoria de que havia uma relação entre os pontos da orelha e a posição de um feto invertido e seus órgãos e regiões anatômicas correspondentes (GARCIA, 1999, p. 15). A partir daí diversos trabalhos, principalmente na China expandiu em muito o uso deste microssistema como meio de diagnóstico e tratamento validado em torno de 150 patologias (GARCIA, 1999, p. 25). Em 1991 a professora Huang Li Chun editou em Pequim um dos tratados mais importantes de auriculoterapia publicados na China intitulado Tratado sobre o Diagnóstico e Tratamento Através dos Pontos Auriculares apresentando um dos mapas auriculares mais reconhecidos (Fig. 1).

3.1 Diagnóstico pelo pavilhão auricular

Além do diagnóstico pela anamnese clínica, pelo pulso e pela língua, é possível realizar através da observação de modificações do aspecto geral da orelha revelando desequilíbrios e processos patológicos já instalados:

a) Modificações de pigmentação:

– palidez: Indica deficiência orgânica, diminuição de atividade ou paralisação das funções orgânicas, ou processo degenerativos. O procedimento nesses casos é a tonificação dos pontos auriculares.

– eritema: indica hiperatividade funcional, processo de desequilíbrio por hiperfunção. Deve-se aplicar estímulo de sedação.

– manchas senis ou condensação de melanina: indica a incidência de problemas crônicos. A prescrição é a tonificação da área reflexional atingida.

b) Modificações morfológicas:

– ressecamento da pele: indica enfermidade de natureza crônica, exigindo estímulo de tonificação

– exsudação sebácea: indica enfermidade de natureza sub-aguda, usa-se estímulo de sedação.

– sudorese: indica tendências a doenças degenerativas. Tonifica-se estes pontos.

– quistos e tubérculos: são sinais de patologia aguda que está ocorrendo ou irá ocorrer em órgãos a que esses pontos se referem. No caso da existência da enfermidade deve-se fazer sedação nesses pontos, Não havendo sintomas, tonifica-se os pontos.

– pêlos e escamações: indica o primeiro caso, degeneração senil e o segundo, enfermidade crônica. Tonifica-se nos dois casos.

c) Modificações de sensibilidade:

– hiperestesia, indicativa de enfermidades agudas ou subagudas. Recomenda-se sedar.

– hipoestesia: indica enfermidade crônica, a conduta recomendada é a tonificação.

Florais de Bach

Florais de Bach

As Flores do Herbalista Bach – Suas Cores, Sabores e Odores:

Por: Lucy Godoy

Em uma das palestras que fiz sobre as Flores de Bach, enquanto falava sobre “impatiens”, uma participante perguntou:

– “Que cheiro tem essa flor?”

Nesse momento me dei conta de que nunca havia me preocupado em saber sobre isso. Simplesmente respondi que não sabia. E me propus a procurar algo sobre o assunto, pois acreditei ser interessante para outros terapeutas também. Foi quando encontrei em Barcelona, numa livraria especializada, o livro “Cuaderno Botánico de Flores de Bach” de Jordi Cañellas, espanhol, biólogo especializado em Botânica e Ecologia, Naturopata, Geocromoterapeuta, Terapeuta Floral, que estava chegando às livrarias catalãs naquele momento (julho de 2008).

Assuntos como os códigos primário, secundário e terciário na analogia vegetal-humano são tratados pormenorizadamente. A assinatura de cada planta, como são suas raízes, seus caules, suas folhas, suas flores, seus pelos, seus ciclos temporais e biológicos, etc. etc., nos deixam cada vez mais interessados na leitura.

Fui premiada! Que livro! Uma verdadeira “enciclopédia floral.”

Levantei informações básicas sobre as cores, os odores e os sabores que as 38 flores escolhidas pelo Dr. Edward Bach, (“o herbalista Bach” como ele gostava de ser chamado, segundo sua biógrafa mais famosa, Nora Weeks) apresentam, sem nenhuma outra pretensão de levar essas curiosidades aos leitores e que me despertaram a vontade de querer, cada vez mais, estudar sobre elas.

Cañellas trata da “assinatura” das plantas, assunto que, já no século XVI, Paracelso (suíço, médico, alquimista, biólogo, astrólogo esotérico), falou com propriedade, afirmando que cada elemento do reino vegetal apresenta sinais particulares que o identificam e diferenciam dos demais congêneres, na imensa variedade da Natureza. A esses sinais Paracelso deu o nome de “assinatura” pois, como nos seres humanos, as individualiza e identifica como únicas dentre todas.

Ao estudar a assinatura das 38 flores de Bach, Jordi Cañellas destaca que “o aspecto físico e a forma de crescimento ou assinatura da planta pode ser associada, por analogia, a facetas em desequilíbrio da personalidade humana; em compensação, a flor corresponde às virtudes opostas e assim, sua essência energética, por ressonância, compensará nossa expressão anímica em desequilíbrio”.

Decidi então que, como o livro ainda não chegou às livrarias brasileiras até esta data (janeiro de 2009), essas informações não poderiam ficar somente “além dos mares”. Escrevi este artigo embasada nas informações que Cañellas nos dá em seu livro e se quiserem entrar em contato com ele isso poderá ser feito através do site www.eljardidelesessencies.com

O autor, fazendo uma analogia entre o vegetal estudado e o ser humano, leva o Terapeuta Floral de Bach a abrir os horizontes do conhecimento e observar que:

A raiz da planta é comparada ao inconsciente humano;

O caule é comparado à nossa personalidade, como somos, nosso ser egóico;

As folhas são comparadas à nossa relação com nosso entorno, nos níveis, físicos, energéticos, emocionais, mentais, e espirituais;

As flores representam o que idealizamos, nossa criatividade e nossa possibilidade de gerar sementes nos níveis físicos, energéticos, emocionais, mentais e espirituais;

Os frutos representam o que materializamos, isto é, o resultado dos quatro ítens anteriores, nos níveis físicos, energéticos, emocionais, mentais e espirituais.

As cores, os odores e os sabores das Flores do herbalista Bach, estudadas por Jordi Cañellas:

As informações abaixo devem ser vistas como parte importante do estudo dos Terapeutas Florais de Bach, pois como diz o autor “cada espécie deve ser estudada como um conjunto indivisível que, como na espécie humana, é um todo complexo”.

Cores:

São variadas as cores e os tons das flores que Dr. Bach escolheu para criar sua nova forma de curar. Cada uma delas apresenta vibrações específicas que servirão para fortalecer a virtude a ser trabalhada. Se observarmos as flores de rock rose, por exemplo, veremos que sua cor amarela é muito forte, apresentando um grau vibracional único, parecendo uma luz dourada explodindo da pequenina planta, como se quisesse clarear a alma dos que dela precisam, espantando para bem longe o pavor que a domina.

Segundo Cañellas “a criatividade reprodutiva se manifesta por meio de flores masculinas, femininas ou hermafroditas (têm ambos os sexos).

Vamos encontrar nas Flores do Dr. Bach essas características de variabilidade.

São amarelas, nos mais variados tons: agrimony, gorse, mustard, rock rose, mimulus (com pintinhas vermelhas) e vine (misturada com um tom esverdeado),

E também são amarelas as flores masculinas de beech, larch, pine, willow, hornbeam.

São vermelhas, nos mais variados tons: elm, honeysuckle (com branco)

E também são vermelhas as flores femininas de beech, larch, oak, pine.

São cor de rosa, nos mais variados tons: centaury, heather, red chestnut, wild rose.

São azuis, nos mais variados tons: cerato, chicory, vervain.

É cinza a cor das flores de aspen – a flor masculina com anteras vermelhas e que na floração se tingem de amarelo por causa do pólen e as flores femininas, menores, com um tom esverdeado e quatro estigmas vermelhos.

São esverdeadas as flores de scleranthus

E também são esverdeadas as flores femininas de hornbeam, sweet chesnut, walnut e willow.

E também são esverdeadas as flores masculinas de walnut e oak (com tons amarelados).

São brancas as flores de cherry plum e white chestnut.

E também são brancas com misturas de cores variadas as flores de clematis (esverdeado e creme), crab apple (branco por dentro, rosa por fora), olive (branco cremoso), star of Bethlehem (branco por dentro e listrada em verde por fora) wild rose (pode ser rosa também).

São também brancas as flores femininas e masculinas de holly.

São púrpura/violeta as flores de gentian e vervain.

São malva pálido ou rosa pálido as flores de water violet e impatiens.

Sabores:

Das 38 flores do Dr. Bach algumas não apresentam nenhum sabor, mas existe entre elas um misto de sabores que vai desde o adocicado até o ácido.

Adocicado:

Agrimony – apresenta folhas amargas e flores adocicadas pelo néctar que existe no esporão.

Honeysuckle – apresenta flores de sabor doce.

Sweet chestnut – apresenta uma castanha de sabor doce e seu caule é amargo.

Water violet – apresenta sabor doce nas folhas muito parecido ao das nozes.

White chestnut – apresenta folhas e castanhas com sabor amargo.

Wild oat – a única gramínea do sistema apresenta sabor doce muito suave.

Amargo:

Beech- apresenta sementes e frutos (ayucos) muito amargos.

Centaury- apresenta folhas intensamente amargas e picantes.

Cerato- apresenta raiz com sabor amargo.

Chicory- apresenta um sabor intensamente amargo.

Crab apple- apresenta sabor amargo e ácido das pequenas maçãs.

Heather- supõe-se que é amargo porque seu rizoma contém muito tanino.

Impatiens – apresenta folhas com sabor amargo, não muito forte mas as flores são doces por causa do néctar que se concentra no esporão.

Larch- apresenta sabor muito amargo.

Oak- suas bolotas e folhas apresentam sabor amargo.

Olive – suas folhas e azeitonas são amargas.

Rock rose – suas folhas são ligeiramente amargas.

Vervain – apresenta folhas com sabor intensamente amargo.

Willow – apresenta sabor amargo.

Elm – apresenta folhas com sabor amargo suave.

Mimulus- apresenta sabor suave parecido com o gosto da alface.

Gentian- apresenta em todas suas partes, especialmente nas raízes (rizomas) um sabor amargo intenso.

Hornbeam – apresenta sabor amargo intenso em suas folhas.

Gorse – apresenta sabor ligeiramente amargo em seus espinhos.

Picante:

Clematis – apresenta sabor picante nas folhas e no caule, moderadamente tóxico.

Mustard – apresenta sabor picante e de “suas irmãs se faz a mostarda”, nas palavras de Cañellas.

Ácido:

Wild rose – apresenta sabor ácido nos frutos (escaramujos), devido ao alto teor de Vitamina C.

Cherry plum – apresenta folhas de sabor ácido suave e a semente do fruto é amarga pelo seu conteúdo de ácido cianídrico.

Odores:

A maioria das flores do Dr. Bach não é aromática, embora algumas delas possam espargir um perfume suave.

Clematis – apresenta flores muito aromáticas, cheirosas, sem definição do odor.

Gorse – exala aroma intenso que lembra o côco e a baunilha.

Holly- apresenta flores cheirosas de aroma doce.

Honeysuckle – durante o dia não exala odor, mas à noite exala aroma doce, forte e intenso.

Olive – exala odor intenso e doce na floração.

Pine – exala odor intenso e balsâmico.

Star of Bethlehem – apresenta bulbo (raiz) com cheiro acre.

White chestnut – apresenta flores com aroma de mel.

Wild rose – apresenta perfume de rosas, doce, intenso, embriagador.

Florescência:

Fiquei admirada ao tomar conhecimento da duração da vida das flores na rama. Soube que algumas duram um só dia, outras um pouco mais e me dei conta do trabalho do nosso querido Dr. Bach para colhê-las em plena floração, na hora exata e no tempo certo. Cada vez mais admiro esse homem que fez de sua vida a vida dos sofredores.

Cañellas nos ensina:

Agrimony – dura três dias.

Cerato, Chicory e Rock rose – duram um só dia.

Star of Bethlehem – dura de dois a três dias e só abre quando o sol brilha.

Centaury – só abre em dias claros.

Aí está uma pequena parcela do que é esse Universo Floral com o qual, nós, Terapeutas Florais trabalhamos. Cada vez mais me dou conta do quanto temos que aprender para poder chegar mais perto de Edward Bach, médico, patologista, bacteriologista, humanista, homeopata, que nos anos 30 acreditava que “temos que tratar o doente e não a doença”. Deu sua vida por isso, trabalhando incessantemente na descoberta das 38 flores que curam os males da alma e da mente.

Cañellas, Jordi, Cuaderno Botánico de Flores de Bach – Una guía científica para ver las plantas a partir de su signatura. – Prólogo del doctor Ricardo Orozco – Editora Integral, Barcelona, España, 1ª edición, 2008.

WEEKS, Nora, As descobertas médicas de Edward Bach Médico, O que as flores fazem ao corpo humano, Tradução Silvia Branco Sarzana, Revisão Carmen Monari, Instituto Dr.Edward Bach, Campinas, São Paulo, Brasil.,1998-1a edição em Português.

Rizoma: caule subterrâneo que pode lançar caules e raízes

Lucy Godoy é professora de educação física, pedagoga, com especialização em sexualidade humana. Terapeuta floral desde 2006. Fez curso no Instituto Internacional de Shiatsu, de Flores de Bach com Enric Homedes, reconhecido por SEDIBAC – Sociedad para el estudio y difusión de la terapia del DR. Bach de Cataluña, em Barcelona.

Certificação CONBRAC/CRAERJ: Veja como se candidatar a qualquer momento.

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QUEM PODE SE ASSOCIAR AO CRAERJ

Poderão se filiar ao Conselho Regional de Acupuntura do Estado do Rio de Janeiro – CRAERJ, todos(as) os(as) Acupunturistas, pessoas físicas, com capacidade civil e idoneidade moral, que tenham sido previamente aprovadas no Exame de Certificação de Especialista em Acupuntura Tradicional CONBRAC/CRAERJ e sejam residentes ou desenvolvam o exercício profissional no Estado do Rio de Janeiro.

São SÓCIOS FUNDADORES os 10 Acupunturistas aprovados no 1º Exame de Certificação promovido pelo Conselho Brasileiro de Acupuntura – CONBRAC, em 23 de março de 2000, que assinaram a Ata de Fundação do CRAERJ.

Poderão candidatar-se a Associado(a) do CRAERJ os(as) profissionais aprovados(as) em Exame de Certificação de Especialista em Acupuntura Tradicional CONBRAC/CRAERJ, residentes ou que desenvolvam o exercício profissional no Estado do Rio de Janeiro, cujas propostas tenham sido previamente aprovadas pelo Conselho Diretor do CRAERJ, que preencham as exigências estatutárias e cumprirem as disposições do Regimento Interno.

Os documentos comprobatórios das atividades profissionais dos Acupunturistas que manifestarem o desejo de associar-se ao CRAERJ devem ser obrigatoriamente comprovados e exibidos no ato de inscrição no Exame de Certificação de Especialista em Acupuntura Tradicional CONBRAC/CRAERJ.

Para maiores informações – http://www.craerj.org.br

Acupunturista: Filie-se ao SINDACTA!!!

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SINDACTA – Solicite sua filiação

História do Sindacta

Fundado em 1993, foi reativado através do esforço de acupunturistas que aceitaram compor a diretoria, ocorrida em Dezembro de 2007, tendo como Presidente, Vice-Presidente, Secretária e Tesoureiro os colegas Roberta Blanco, Walter Galvão, Patrícia Caetano e Fernando Lyra, respectivamente.

Durante os últimos quatro anos subsequentes, o SINDACTA concentrou suas ações em torno da regulamentação da acupuntura. Foram inúmeras viagens a Brasilia, eventos e participação ativa para fazer a Acupuntura .

Em fevereiro de 2011, uma nova diretoria foi eleita. Atualmente, Fernando Lyra Reis é o presidente do Sindacta, Walter Galvão continua como Vice-Presidente, e César Galvão o tesoureiro. Roberta Blanco agora compõe o Conselho Fiscal, ao lado de Arnaldo V. Carvalho e de Maria Cristina Hentzy Soares.

Além da ACUPUNTURA, profissionais que utilizam outras terapias são amparados pelo SINDACTA: Shiatsu, Tui Na, Anma, Moxabustão, Craniopuntura, Qi Gong, Auriculoterapia, Quiroacupuntura, Koryo Sooji Chim, Fitoterapia Chinesa, Cromopuntura, Eletroacupuntura, Ryodoraku, Manaka, Akabane, Laserpuntura.

Não existe outra entidade constituída junto ao Ministério do Trabalho, que possa legalmente defender estas categorias dentro do nosso Estado.

Clique aqui e saiba mais sobre como tornar-se membro do Sindacta!

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