Zhen Jiu – Tratado sobre o Exame Importante das Regras Invariáveis da Morte

Zhen Jiu – Tratado sobre o Exame Importante das Regras Invariáveis da Morte

Tratado sobre o Exame Importante das Regras Invariáveis da Morte

O Imperador Amarelo declarou:

– Desejo estudar as regras da morte. Que me pode dizer?

Ch’i Po respondeu:

– No primeiro e no segundo meses a exalação celeste criou a Terra e a exalação da Terra criou o homem e animou-lhe o fígado. No terceiro e no quarto meses o clima celeste estabeleceu-se firmemente na Terra e o clima da Terra criou uma forma definida para o homem, a quem a exalação animou o baço. No quinto e no sexto meses o clima celeste fortaleceu-se e o clima da Terra elevou o homem, a quem a exalação animou a cabeça. No sétimo e no oitavo meses o Yin, o elemento feminino de escuridão e morte, começou a matar o homem, enquanto a exalação lhe animava os pulmões. No nono e no décimo meses o Yin começou a consolidar-se, e a sutil influência que anima a Terra, cuja exalação do can i get levitra over the counter homem, que já lhe chegara ao coraçao. No undécimo e no duodécimo meses a geada congelou de novo a Terra, cuja exalação se une com a exalação do homem para lhe animar os rins.

Mas a Primavera penetra e espalha a geada e dispersa e quebra o gelo. Estimula, também, o fluxo do sangue e as suas interrupções. O sangue é então induzido a correr nos intervalos da respiração, criando assim a circulação.

O Verão penetra nos vasos sanguineos, de modo que o sangue fica exausto e deixa de circular. E como a circulação do ar também é obstruida, sentem-se fortes dores e surgem doenças que devem ser debeladas.

O Outono penetra na pele, o que está de acordo com os princípios da Natureza; os pulsos superior e inferior funcionam do mesmo modo e a energia sofre uma transformação e deixa de funcionar.

O Inverno penetra na mente e despedaça a razão e a inteligência. O que estava firmemente construído fica minado e a mente dispersa.

Primavera, Verão, Outono e Inverno, cada estação exerce um efeito especial e, juntas, tem um método. Quando a Primavera exerce um efeito estimulante, o Verão exerce um efeito distribuidor. Perturba a respiração e causa licenciosidade e imoralidade que, por sua vez, causam doenças incuráveis nos ossos e na medula. Por via disso, o homem não pode saborear a comida e, consequentemente, a sua energia fica reduzida.

Quando a Primavera tem um efeito estimulante, o Outono tem um efeito dispersor. Torna os músculos deformados e as forças rebeldes formam um anel, provocando assim uma tosse que não pode ser atenuada; assusta e alarma as pessoas em períodos especiais e fá-las chorar.

Quando a Primavera tem efeito estimulante, o Inverno distribui as influências maléficas que se tornam manifestas nas vísceras e provoca inchações hidrópicas que não tem cura. Além disso, as pessoas mostram tendência para tagarelar.

Quando o Verão tem um efeito estimulante, o Outono distribui doenças incuráveis e, assim, as pessoas sentem no coração o desejo de não falar das suas preocupações e dos seus problemas; procedem como pessoas prestes a serem detidas e presas.

Quando o Verão tem um efeito estimulante, o Inverno distribui doenças incuráveis. Estas doenças reduzem a vitalidade das pessoas, que no entanto mostram tendência para se enraivecerem e serem violentos.

Quando o Outono tem um efeito estimulante, a Primavera distribui doenças incuráveis e, assim, provoca alarme. As pessoas enchem-se do desejo de negligenciar e esquecer aquilo que mal começaram.

Quando o Outono tem um efeito estimulante, o Verão distribui doenças incuráveis e isso aumenta o desejo das pessoas se deitarem a descansar e dormirem tranquilamente.

Quando o Outono tem um efieto estimulante, o Inverno distribui doenças incuráveis e inspira às pessoas o desejo de se deitarem e dormirem. Mas embora durmam estão conscientes.

Quando o Inverno tem um efeito estimulante, o Outono distribui doenças incuráveis e provoca muita sede às pessoas.

Em geral, toda estimulação afeta o peito, a mente e o estômago e é necessário evitar que, por sua vez, estes afetem as cinco vísceras. Quando a estimulação penetra no coração, este fica cercado e a morte lhe sobrevem. Quando a estimulação penetra no baço, a morte sobrevem dentro de cinco dias; quando penetra no diafragma, todos os órgãos internos são afetados, as doenças de tal resultantes são difíceis de curar e num período que não ultrapassará um ano os atingidos morrerão, com certeza.

Quando se evitou, com êxito, que as cinco vísceras fossem penetradas, sabe-se se as doenças são obstinadas ou curáveis. As curáveis localizam-se no diafragma e no baço e nos rins; mas quando isto não se sabe a doença repetir-se-á.

Quando o tórax e o ventre são penetrados, é necessário prestar atenção imediata a esses órgãos, pois quando a penetração é conhecida pode ser detida e curada e pode-se isolar a penetração em cima.

Quando a acupuntura não cura, deve ser repetida. A agulha da acupuntura deve ser aplicada calmamente e com máximo cuidado. Quando a acupuntura é aplicada para doenças dos vasos sanguíneos, a agulha não deve ser agitada. É assim que se aplica a acupuntura.

O imperador declarou:

– Desejo ser informado a cerca da morte relacinada com os doze vasos sanguineos.

Ch’i Po repondeu:

– Quando o pulso do Yang Maior causa o fim, a pupila do olho não gira e fica virada para cima, mas na direção errada, e ocorrem convulsões; a cor dos olhos é branca. A vida é interrompida, aparecem suores e quando se esgotam sucede a morte.

Quando o Yang Menor causa o fim, os ouvidos ensurdecem, as cem articulações descontraem-se todas completamente, os olhos ficam cercados e deixam de funcionar, quebram-se todas as ligações dentro do corpo e em um dia e meio o apciente estará quase morto. Ao princípio a sua pele torna-se verde, mas depois fica branca e a morte sobrevem.

Quando a região da “Luz Solar” causa o fim, a boca e os olhos mexem-se muito bem, mas depois o paciente assusta-se e começa a falar à toa e incoerentemente. A sua cor torna-se amarela e as suas artérias em cima e em baixo ficam cheias e insensíveis. Chega o fim.

Quando o Yin Menor causa o fim, o rosto fica preto, os dentes projetam-se para frente e tornam-se imundos, o ventre incha e fecha-se e a circulação cessa em cima e em baixo. Sobrevem a morte.

Quando o Yin Maior causa o fim , o ventre incha e fecha-se, o paciente não pode respirar e depois ocorrem arrotos e vômitos. Os arrotos são indicação de ar adverso e, neste caso, o rosto fica vermelho. Quando a respiração se torna impossível, o movimento em cima e em baixo cessa e o rosto fica preto; a pele e o cabelo do corpo emitem uma sensação de secura e calor e sobrevem o fim.

Quando o Yin Absoluto causa o fim, há calor no interior da garganta e o paciente tem graves perturbações no coração; a língua revira-se, torna-se esponjosa e porosa e encolhe-se contra as gengivas superiores. Sobrevem o fim.

Esta é a história da morte em relação aos doze vasos principais.

Tratado Sobre as Seis Normas Reguladoras das Manifestações das Vísceras

Tratado Sobre as Seis Normas Reguladoras das Manifestações das Vísceras

Por: Alessandro Zamboti

O Imperador Amarelo disse:

– Sei que o Céu emprega seis vezes seis normas a fim de fazer um ano, e que o homem precisa de nove vezes nove leis a fim de formar a sociedade.

De acordo com o plano, o homem compõe-se de trezentas e sessenta e cinco partes que passaram a ser consideradas similares às partes que contituem o Universo. Ignoro o significado disso.

Ch’i Po respondeu:

– Como poderei exemplificar? Rogo-vos que prestei atenção as minhas palavras: Seis vezes seis normas (períodos, divisões de tempo) e nove vezes nove leis combinam-se para harmonizar as regras da Natureza e o destino correspondente.

Depois de as normas do Céu terem sido harmonizadas, o Sol e a Lua podem entrar em ação; o destino pode ser, assim, regulado e a transformaçao e o nascimento podem começar a funcionar.

Yin Yang – O Céu representa o Yang e a Terra representa o Yin; o Sol representa o Yang e a Lua representa o Yin. O movimento do Sol e da Lua compartilham os seus deveres de reguladores. Uma homepage revolução copleta do Sol serve de princípio básico ao Tao. O Sol move-se uma medida, enquanto a Lua se move treze medidas ou mais. Os meses grandes e pequenos perfazem trezentos e sessenta e cinco dias e completam assim um ano. Como há um excesso de atmosfera acumulada, corrige-se essa deficiência com a inserção de dias e meses intercalares.

No princípio estabelece-se uma doutrina; as coisas importantes são colocadas no meio; o excesso é empurrado para o fim, e assim se completa a medida do Céu.

O Imperador Amarelo disse:

– Já tinha ouvido falar da lei do Céu. Agora gostaria de saber se tem alguma correlação com o destino humano.

Ch’i Po respondeu:

– O Céu emprega seis vezes normas (divisões de tempo) e a Terra usa nove vezes nove leis para formar um todo. O Céu tem dez bases celestiais, o dia tem seis pares de carateres horários recorrentes. Quando chia, a primeira base celestial, recorre seis vezes, completa-se um ciclo de sessenta oua duração de uma vida, baseado no padrão de trezentos e sessenta dias para cada ano.

Desde tempos remotos que a comunicação com o Céu foi a origem da vida; e desde a aurora dos tempos a exalação do Yin e do Yang, os principios feminino e masculino da Natureza, circulavam através das nove províncias, assim como através dos nove orifícios. A vida é influenciada por cinco elementos; o espírito é influenciado por três fatores. Três fatores servempara completar a Terra e três fatores servem para completar o homem. Três vezes três fatores são nove, e nove atuam como as nove seções e as nove seções são as nove vísceras.

O corpo externo tem quatro vísceras (cabeça, ouvidos e olhos; boca e dentes, tórax) e o corpo internotem cinco vísceras (fígado, coração; baço; pulmões; rins), as quais se unem e perfazem nove vísceras, correspondentes aos sistema geral.

O imperador disse:

– Também ouvi dizer que seus vezes seis e nove vezes nove se unem, mas como se explica, então, que o excesso de força atmosférica acumulada seja absorvido pela inserção de dias e meses intercalares? Gostaria de ser informado acerca desa força atmosférica acumulada e peço-lhe que levante este véu de ignorância e dissipe as minhas dúvidas.

Ch’i Po respondeu:

– O que foi conservado pelos imperadores de antigamente foi propagado e perpetuado pelos primeiros professores.

O Imperador disse:

– Rogo-lhe que continue.

Ch’i Po prosseguiu:

– A cinco dias chama-se “um período de cinco dias”; a três desses períodos de cinco dias chama-se “um dos vinte e quatro períodos solares do ano”; a seis desses períodos solares chama-se “uma estação”; a quatro estações chama-se “um ano”, e a cada um destes períodos está sujeito uma regulação diferente.

A interação dos cinco elementos origina harmonia e tudo fica em ordem. Ao fim de um ano o Sol completou o seu trajeto e recomeça tudo com a primeira estação, que é o princípio da Primavera. Este sistema é comparável a um anel que não tem princípio nem fim. Os períodos de cinco dias também compartilham esta norma. Portanto, devo dizer: os ignorantes do que se refere ao aumento do ano e do que é produzido através das forças de florescimento, deterioração, esvaziamento e enchimento da quatro estações não podem produzir bom trabalho.

O Imperador Amarelo disse:

– A interação dos cinco elementos é como um anel: não tem princípio. Esta descrição é exagerada ou inadequada?

Ch’i Po respondeu:

– As cinco influências atmosféricas mudam as suas esferas de atividade; neutralizam-se umas às outras e há constância na sua transformação de abundância para vazio.

O Imperador perguntou:

– Como se pode conseguir uma atmosfera tranquila?

Ch’i Po respondeu:

– Evitando transgredir as leis da Natureza.

O Imperador respondeu:

– Que acontecerá se não puder alcançar essa perfeição?

Ch’í Po respondeu:

– Essa perfeição está contida nas regras invariáveis de conduta.

O Imperador perguntou:

– Qual é o significado de neutralizar?

Ch’i Po respondeu:

– A Primavera neutraliza o Verão tardio; o Verão tardio neutraliza o Inverno; o Inverno neutraliza o Outono; o Outono neutraliza a Primavera. A isto se chama o efeito de neutralização dos cinco elementos e das suas respectivas estações. Cada elemento utiliza a sua influência vivificadora para influênciar o destino da sua víscera específica.

O Imperador perguntou:

– Como pode uma pessoa utilizar esse conhecimento da neutralização?

Ch’i Po respondeu:

– Procurando o melhor. No princípio da Primavera restabelece-se tudo. Se as pessoas ainda não alcançaram o melhor, mas apesar disso estendem as mãos para ele, a sua ação chama-se excessiva. Nesse caso, há por toda a parte negligência que não pode ser neutralizada e o que tem de ser superado multiplica-se. O comportamento geral torna-se imoral e licencioso e as pessoas deixam de segregar aqueles cuja vida interior é depravada e heterodoxa, e os funcionários não podem impor o cumprimento de restrições e proibições.

Aqueles que lutam pelo melhor, mas não o conseguem alcançar, chamam-se inaptos para a tarefa. Então o que já foi alcançado é esbanjado em conduta estúpida e temerária. Isto gera sofrimento de doenças por via de negligência, que não pode ser superada. Nestes períodos críticos, os que procuram o melhor voltam-se para os mais elevados princípios vivificadores da respectiva estação.

Mesmo que se observem respeitosamente os períodos de cinco dias, as estações e as suas influências atmosféricas, continua a existir a possibilidade de cometer erros a respeito do ano completo e de agir contra o sistema dos períodos de cinco dias e dos cinco elementos. Nessas circunstâncias, a pessoa deixa de poder segregar-se daqueles cuja vida interior é depravada e heterodoxa, e os funcionários não podem impor o cumprimento de restrições e proibições.

O Imperador perguntou:

– Não há nenhuma influência hereditária?

Ch’i Po respondeu:

– A influência atmosférica do céu azul é constante, mas este clima não é hereditário e chama-se extraordinário e incomum. Por se extraordinário, muda (enquanto o Céu permanece constante e invariável).

O Imperador perguntou:

– Como pode ser extraordinário e, contudo, mudar?

Ch’i Po respondeu:

– A mudança afeta o corpo e, assim, gera doença. Se essa doença puder ser vencida, permanecerá invisível e insignificante; se não puder ser vencida, tornar-se á mais importante do que sua causa e muito grave; e a morte sobrevirá se se lhe acrecetarem influências malignas. Assim, se uma pessoa procede erradamente em relação às estações, o seu procedimento pode permanecer secreto e oculto; mas se respeita as leis das estações será considerado notável.

O Imperador exclamou:

– Excelente! Também ouvi dizer que as influências atmosféricas se unem e tomam forma e, por via dessa mudança, se podem definir em termos precisos. A revolução do Céu e da Terra e as transformações provocadas pelo Yin e pelo Yang exercem os seus efeitos sobre tudo quanto exite na Criação. Também podemos obter esclarecimento acerca da extensão de tal influência?

Ch’i Po exclamou:

– Brilhante pergunta! O Céu é infinito e não pode ser medido. A Terra é grande e ilimitada. A fim de sabermos de que tamanho são, temos de perguntar ao deus Ling Shen, de lhe rogar informações quanto à extensão dessas regiões. A erva e a vegetação dão origem às cinco cores; nada do que é visível pode exceder a variedade destas cinco cores. A erva e a vegetação também dão origem aos cinco sabores; nada pode exceder a delícia destes sabores. Os desejos humanos não são iguais: por isso toda a gente os tem todos ao seu dispor.

O homem recebe as cinco influências atmosféricas como alimento do Céu e os cinco sabores como alimentos da Terra.

As cinco influências atmosféricas penetram nas narinas, são acumuladas pelo coração e pelos pulmões e depois tem permissão de subir. As cinco cores restauram a claridade e a luz. Os sons musicais são manifestações de talento e habilidade. Os cinco sabores penetram pela boca e são armazenados no estômago. Os sabores acumulados alimentam as cinco influências atmosféricas, e quando estas influências ajudam a aperfeiçoar a mente, que então começa a funcionar espontaneamente.

O Imprador perguntou:

– Como pode explicar as aparências exteriores das vísceras?

Ch’i Po respondeu:

– O coração é a raiz da vida e origina a versatilidade das faculdades espirituais. O coração influencia o rosto e enche o pulso de sangue. No Yang, o princípio da luz e da vida, o caração atua como Yang maior que permeia o clima do Verão.

Os pulmões são a origem da respiração e a morada dos espiritos animais, ou alma inferior. Os pulmões influenciam o cabelo do corpo e exercem efeito sobre a pele. No Yang, os pulmões atuam como Yin Maior, que permeia o clima do Outono.

Os rins (testiculos) chamam à vida o que está adormecido e fechado; são os órgãos naturais para acumular e o lugar onde as secreções se alojam. Os rins influenciam o cabelo da cabeça e exercem efeito sobre os ossos. No Yin os rins atuam como o Yin Menor que permeia o clima do Inverno.

O figado causa a máxima fadiga e é a morada da alma, ou parte espiritual do homem que ascende ao Céu. O fígado influencia as unhas e exerce efeito sobre os músculos; gera desejos animais e vigor. O sabor relacionado com o fígado é ácido e a cor relacionada com o fígado é verde. No Yang, o fígado atua como o Yang Menor que permeia o ar da Primavera.

No estômago, nos órgãos sólidos inferiores, no intestino delgado, nos três espaços de combustão, no baixo-ventre e na bexiga, pode-se encontrar o pincípio básico necessário aos celeiros públicos e ao acampamento de um regimento. Estes órgãos chamam-se vasos e tem a faculdade de transformar os resíduos e o sedimento, além de fazerem com que os sabores se movimentem e entrem nos vasos e deles saiam. Estes órgãos influenciam os lábios e a eles se deve que a carne à sua volta seja de cor clara; estes órgãos exercem efeito sobre a carne e os músculos. O sabor relacionado com estes órgãos é doce e a cor é amarela. Pertencem aos órgãos do Yin que permeia o clima da Terra.

De modo geral, pode-se dizer que a undécima víscera recebe da vesícula biliar ou expele para ela.

Quando as pessoas tem um pulso cheio e abundante, a doença situa-se na região do Yang Menor. Quando há dois pulsos cheios e abundantes, a doença situa-se na região do Yang Maior. Quando há três pulsos cheios e abundantes, a doença situa-se na região da “Luz Solar”. Quando há quatro pulsos cheios e abundantes, a doença chegou ao fim e as forças de cima atuam como reguladoras do Yang.

Quando o pulso “polegada” bate uma vez, no pulso, cheia e abundantemente, a doença situa-se na região do Yin Absoluto. Quando o pulso “polegada” bate duas vezes, no pulso, cheia e abundantemente, a doença situa-se na região do Yin Menor. Quando o pulso “polegada” bate três vezes, no pulso, cheia e abundantemente, a doença situa-se na região do Yin Maior. Quando o pulso “polegada” bate quatro vezes, no pulso, cheia e abundantemente, a doença chegou ao fim e as forças de cima fecham o Yin.

Quando todos os pulsos “polegada”, no pulso, são concorrentes e vigorosos, so quatro pulsos unem-se e chegam ao fim e as forças de cima fecham e regulam intermitentemente o pulso. Com este sistema de fechar e regular o pulso nunca pode haver um excesso. Quando a essência do Céu e da Terra chegou ao fim (se esgotou), sobrevém a morte.

Zhen Jiu

Zhen Jiu

Tratado Sobre a Separação e o Encontro do Yin e do Yang

O Imperador Amarelo disse:

– Diz-se que o Céu foi criado pelo Yang (o princípio masculino da luz e da vida) e que a Terra foi criada pelo Yin (o princípio feminino das trevas e da morte). Diz-se que o Sol representa o Yang e a Lua representa o Yin. Os meses grandes e os meses pequenos somados deram um total trezentos e sessenta dias, que perfizeram um ano, e a humanidade viveu sempre de acordo com esse sistema. É verdade que, hoje em dia, os três elementos do Yang já não correspondem ao sistema antigo do Yin e do Yang?

Ch’i Po respondeu:

– O Yin e o Yang podem-se somar até totalizarem o número dez; este pode ser excedido e significar cem, ou ser calculado para ser mil e os mil serem excedidos e significarem dez mil – isto é: inclui tudo. Dez mil é tanto que não pode ser igualado por nenhum número, e o mesmo acontece quanto à sua importância.

Tudo quanto existe na Criação está coberto pelo Céu e é suportado pela Terra. Quando nada ainda brotou, a Terra chama-se: o lugar onde o Yin reside, e tambem é conhecida por o Yin no Yin. O Yang fornece o que é vertical, enquanto o Yin, a Terra, atua como regulador do Yang.

Plantar e procriar estão de acordo com a Primavera; crescer e cultivar estão de acordo com o Verão; colher na colheita está de acordo com o Outono, e o armazenamento da colheita está de acordo com o Inverno. Se, por hábito, as pessoas descuidarem de respeitar estas normas, o trabalho do Céu e da Terra e das quatro estações será impedido. Se o Yin e o Yang mudarem, as pessoas mudarão igualmente e o seu destino poderá então ser prefigurado.

O Imperador Amarelo disse:

– Gostaria de ouvir mais coisas acerca da separação e do encontro do Yin e do Yang.

Ch’i Po respondeu:

– Os sábios antigos viravam-se para o Sul e fixavam-se. Ao que quer que ficava à sua frente chamava-se espaço brilhante, e ao que quer que ficava atrás deles chama-se a Grande Via ou o Yang Maior.

O Yang Maior está localizado no seio do solo e nle está o Yin Menor. Quando este Yin menor ascende acima da Terra, fica sob o influência do Yang maior.

O Yang maior é base da existência do princípio ao fim. O Yin Maior é o elo de ligação entre a vida e a “porta da vida”, e assim torna-se evidente que no Yin também há Yang. Está dentro do corpo e acima do corpo e chama-se espaço brilhante. expired domains . Mas se esta expansão brilhante envia os seus raios para baixo, então passa a chamar-se Yin Maior. Sabe-se que a frente do Yin Maior é iluminada pela “Luz Solar”.

A “Luz Solar” é a base de tudo, permeia tudo e é, por isso, conhecida por Yang no Yin. Se o Yin se torna exteriormente aparente, passa a ser conhecido por Yang Menor.

O Yang Menor é a base dos orificios do Yin, aos quais leva vida, e por isso se chama Yang Menor no Yin.

É esta, pois, a separação e o encontro dos três Yang. O Yang Maior atua como fator inicial, a “Luz Solar” atua como fator de cobertura e o Yang Menor atua como eixo ou ponto central.

As três principais artérias não devem encontrar-se umas das outras; devem ser atraidas umas para as outras e quando o seu pulso não soa superficial o seu nome é um (pulso) Yang.

O Imperador Amarelo disse:

– Gostava de saber mais coisas acerca dos três Yin.

Ch’i Po respondeu:

– No exterior há Yang mas no interior é o Yin que está ativo. O Yin está ativo no interior e é efetivo em baixo, onde o seu nome é Yin Maior.

O Yin maior é a base de tudo quanto está oculto e é misterioso e vazio, e assim chama-se Yin no Yin. À retaguarda do Yin Maior chama-se Yin Menor.

O Yin Menor é a origem de tudo quanto flui rapidamente e de todas as nascentes e chama-se Yin Menor no Yin.

A frente do Yin Menor chama-se “Yin Absoluto”. Este Yin é a base da grandeza e da honestidade. Onde o Yin se interrompe há Yang e nesse ponto chama-se Yin no Yin Absoluto.

Aqui temos a separação e o encontro dos três Yin. O Yin Maior atua como fator inicial, o Yin Absoluto atua como fator de cobertura e o Yin Menor atua como eixo ou ponto central.

As três principais artérias não devem desencontrar-se umas das outras; devem desencontrar-se umas das outras; devem ser atraídas umas para as outras e quando o seu pulso não soa profundo o seu nome é um (pulso) Yin.

Os climas do Yin e do Yang alternam e os seus climas acumulados funcionam como uma unidade completa. O espírito inteiror e a forma física exterior aperfeiçoam-se mutuamente.

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